você gosta de poesia?

 

Hoje tem lançamento da Revista Não Funciona nº 10! Em São Paulo e no Rio de Janeiro!

 

Berimba de Jesus, Caco Pontes e Pedro Tostes são os 3 editores do selo Poesia Maloqueirista, que agora recebem incentivo do VAI da Prefeitura de São Paulo e lançam a edição comemorativa, que celebra (uau!) tanta coisa.

 

Bem, os Maloqueiros, se vc ainda não topou com algum (quase impossível em algumas paragens), começaram na estrada com a conhecida vendagem de versos, sabe?, aquele típico Você gosta de poesia?

 

Mas foi só um ponto de encontro: produzem o C.A.I M.A.U. – Centro de Ação Informal com regularidade, uma baladinha ótema que envolve artistas de diferentes áreas, organizam debates na Biblioteca Alceu Amoroso Lima e agora a Revista será distribuída à 50 bibliotecas públicas, entre outros projetos. Enfim, fazem parte desse povo do corre que faz essa cidade ser menos cor-de-ratazana.

 

Assim, se chegar um jogando o charme e vendendo a Revista, não titubeia e compra, tá linda, com ilustrações da sempre colaboradora Aline Binns e poemas dos mais diversos (e se tiver sorte, quem sabe vc não conhece a Corisco?).

 

  • Em Sampa: Parlapatões, Pça. Roosevelt, das 18h às 20h
  • No Rio: Livraria Letras e Expressões, Leblon, a partir das 0h no Corujão

 

Mais sobre os meninos?: Assista entrevista na TV Tupiniquim (sei que saíram na TV Cultura, mas não encontrei o link...)

influenziada

Persisto na gripe, com molho de cobertores em casa (odeio). Mas trago coisas lindas:  

  • Os Saraus na Roosevelt que o Ivam Cabral, ator-rei, e a Audrey andam plantando às 0h dos sábados [veja fotos aqui].
  • O Lançamento nº 6 d’O Casulo! (em breve conto mais... pirotecnia pouca é bobagem)
fotos da semana

 

chuva & frio, o tempo inteiro

 

grafites que adoro e que fazem meu trajeto de ônibus mais feliz

 

concerto de rua esquenta a esquina da augusta com a paulista na sexta-feira. os passantes meio sem prática & sem jeito agradecem.

 

vista do aquário: não parece ficção científica?

Bastidores do Jantar Dançante

 

Henri de Toulouse-Lautrec (1864 - 1901)

 

O Poeta

 

Você nem mesmo escolheu, o que estava destinado,

Aquele dom.

 

Portanto você deve seguir o melhor que puder,

Aquele pergaminho.

 

E será um estorvo para você muitos dias,

Aquela música.

 

Mas os amores lembrados e as mágoas nutrirão bem,

Aquela imagem.

 

E um ouvinte bondoso na rua vai aliviar sua dor,

Aquela canção.

E uma garota talvez retire da sua face por um momento,

Aquela máscara.

 

Mas por muitos dias irá suportar com dor, de joelhos,

Aquela dança.

 

E não será amado no vão das portas pela luz que ela desata,

Aquela jóia.

 

Há os que querem vê-la sem asas e sem língua,

Aquela lenda.

 

Vestirá você com sobriedade, sem casaca,

Aquele tear.

 

Irá por fim possuir seu coração e seus ossos,

Aquele símbolo.

 

Seu segredo está sempre além das suas dúvidas mais profundas,

Aquela runa.

 

Eles vão tirar das suas mãos viúvas por fim,

Aquela lira.

 

Não pense que um único verso ou frase jamais serão lembrados,

Aquela pedra.

 

George Mackay Brown, tradução da Virna Teixeira

A Maldição do Coelhinho V

(ou conversas demais com um certo guaxinim)

 

Raramente confesso o que está por detrás de um poema – qual seria a graça? Não digo isso por ser muito íntimo meu: ao contrário, são raras ocasiões que escavoco minhas próprias histórias. Contudo, histórias alheias são minhas paixões, tenho ouvido terrível para remodelar tudo exatamente como não foi e querer reinventar as rodas.

 

Queria te contar o que está por detrás desse poema, é uma história muito triste que escutei, que de certa forma, ouvi antevida em “A Vida na Pça Roosevelt” – o que explica ao menos a dedicatória (ufa!, uma pista). Entretanto, com mais um dia de frio, nublado e chuvisco, a cidade assemelha-se a uma composição cinzenta demais, é tarefa insuportável. Convenhamos - moro nos prometidos trópicos! E depois de ter chegado às lágrimas ao ler o blogue do Joca agora, refleti: chega de bobagens, mulher, ocupa tua cabeça.

 

Assim, retorno ao branco mudo dos ocupados, embora te largue ao poema.

 

A Ceramista

 

"Trago comigo coisas abandonadas.

Coisas que os homens jogaram fora:

placentas, gânglios, guirlandas, guelras".

Marize Castro, "Muralha"

 

a partir de Concha e Aurora,

criações de Ângela Barros e Alberto Guzik

 

agora já são cinco privês

antes era um prédio respeitável

 

escavo escadas ante a mudez

do elevador, guilhotina pichada

 

no pó suspenso no ar

catedrais de coisas abandonadas

 

e lá dentro chafurdo com minhas duas

mãos nas peças de cerâmica

 

e como parteira tiro do barro

um caco, um vaso, um sonho, um sopro

 

A Maldição do Coelhinho IV

Angelus Novus, Paul Klee (1932)

 

Coisas que fazem chorar. Para o Daud, trecho do Teses sobre o Conceito de História.

 

"Há um quadro de Klee chamado Angelus Novus. Representa um anjo que parece a ponto de afastar-se para longe daquilo a que está olhando fixamente. Seus olhos estão arregalados, sua boca aberta, suas asas estendidas. O anjo da história deve ter este aspecto. Seu rosto está voltado para o passado. Onde diante de nós aparece um encadeamento de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que vai empilhando incessantemente escombros sobre escombros, lançando-os diante de seus pés. O anjo bem que gostaria de se deter, despertar os mortos e recompor o que foi feito em pedaços. Mas uma tempestade sopra do Paraíso e se prende em suas asas com tal força, que o anjo já não as pode fechar. A tempestade irresistivelmente o impele ao futuro, para o qual ele dá as costas, enquanto o monte de escombros cresce até o céu diante dele. O que chamamos de Progresso é esta tempestade".

 

"Es gibt ein Bild von Klee, das Angelus Novus heißt. Ein Engel ist darauf dargestellt, der aussieht, als wäre er im Begriff, sich von etwas zu entfernen, worauf er starrt. Seine Augen sind aufgerissen, sein Mund steht offen, und seine Flügel sind ausgespannt. Der Engel der Geschichte muß so aussehen. Er hat das Antlitz der Vergangenheit zugewendet. Wo eine Kette von Begebenheiten vor uns erscheint, da sieht er eine einzige Katastrophe, die unablässig Trümmer auf Trümmer häuft und sie ihm vor die Füße schleudert. Er möchte wohl verweilen, die Toten wecken und das Zerschlagene zusammenfügen. Aber ein Sturm weht vom Paradies her, der sich in seinen Flügeln verfangen hat und so stark ist, dass der Engel sie nicht mehr schließen kann. Dieser Sturm treibt ihn unaufhaltsam in die Zukunft, der er den Rücken kehrt, während der Trümmerhaufen vor ihm zum Himmel wächst. Das, was wir den Fortschritt nennen, ist dieser Sturm".

 

Walter Benjamin, Teses sobre o conceito de História (1940)

Ed. Brasiliense, 1987. trad. Cláudio R. Duarte

leia na íntegra aqui

 

[EM TEMPO] E hoje tem lançamento do Edson Cruz no Canto Madalena. Apronta mais uma vez o Demônio Negro! + aqui

A Maldição do Coelhinho III

 

 

Achava que era “mínima muralha”. E mais, alguns aforismos não tenho a menor capacidade de entender, contudo leio até o olho ficar doendo, saem espremidos uns poemas.

 

 

 

 

Foto: Steffen Schmidt/ EFE

 

"A dimensão privada põe-se em primeiro plano de maneira indevida, febril, vampiresca, exatamente porque ela, a rigor, não existe mais e busca convulsivamente dar provas de vida".

 

ADORNO, Minima Morália, Aforismo 13

Ed. Ática, 1992

A Maldição do Coelhinho II

[meio off-topic, culpa do dentuço]

 

ana r. incomoda-se com manifestações internáuticas movimentando-se no blogue do Zanin no Estadão (“Transformers: desafio à crítica”, o texto podia até ser mais cortante)  – não que seja alguma novidade a propagação da besta... imagino o que a Manuzita não diria...

A Maldição do Coelhinho I

Amaldiçoou-me a Júlia Quati – amigas mulheres são as confiáveis, como sabem.

 

A Maldição? “vc deve postar no blog uma lista de 6 coisas que as pessoas não sabem sobre você ou suportar um ataque de um coelho gigante com um tiro na cara, igual ao Donnie Darko, quando você estiver lavando os cabelos de olhos fechados. Depois, tem que repassar a praga para 6 blogueiros”. A foto retirei daqui.

 

Com relação à praga, morrerei com ela, para isso servem as bruxas. Aliás, conforme a Wikipédia, parece que me daria muito bem com o tal coelho gigante do filme, “A história se desenrola em uma atmosfera sombria do fim dos anos 80 em uma pequena cidade claramente dividida entre liberais e conservadores. Nesse turbilhão se encontra Donnie Darko (Jake Gyllenhaal), um garoto problemático com sonambolismo e alguns traços de esquizofrenia. Em uma noite, um coelho gigante acorda Donnie, salvando sua vida, pois repentinamente uma turbina de avião despenca do céu caindo exatamente na cama de Donnie. O coelho gigante ainda profetiza que o mundo irá se acabar dentro de pouco tempo. Donnie se mostra dividido entre a realidade e suas alucinações, junto a isso, muitos questionamentos sobre o sentido da vida e, principalmente, da morte”.

 

Então, nada de falar verdades por aqui. Mas juro que scraps como “leitura à luz de lua no sátyros até de madruga, Gus lendo poemas seus, foi órtemo.. bjos!!!”, me deixam emocionada, ah, durona, sei, sei...

 

[E deixa eu também contar que o blogue da Poesia Maloqueirista tá ótimo?, adoro vcs meninos!]

peixes esboçam uma aquarela II

 

Ainda sobre mar – tenho uma crença, e o irracionalismo aqui é preciso, que um poema bem escrito já carrega toda a paleta de cores sobre a era em que vivemos. Entretanto, como um puzzle tamanho oceano, o improvável é combinar as imagens de forma a enxergar algo que não seja só o branco acelerado. Alguém perspicaz verá relampejos de lilás.

 

Bem, esse que li umas mil vezes do Sérgio Melo vai para a Luana Vignon, cujo blogue delicado me rouba do cotidiano todos os dias.

 

Mecânica

os primeiros acordes das canções de amor
nascem ao longe
nos porões de barcos rangendo
digo isso com ares de guardião
associando a arrebentações
e a motores a explosão
o que não chega a ser sacro
ou branco

seguimos bebendo o chá
direto do mediterrâneo
quando o enfado
não passa de um bom nome pra cães

então você infla o peito
(torço por um tufão
na galeria das coisas incompletas)
mas desiste por fim
nem desconfia que ao não dizer que me ama
me aplaude com luvas

peixes esboçam uma aquarela I

 

Rascunho obsessivamente (para variar) um poema sobre o mar - se tudo correr bem e as vagas não me tragarem, você ainda o lerá. Aí surfando na internet, encontrei o trecho abaixo no Germina, nesse celeiro de bons textos: trata-se de uma estrofe de um poema maior do Rodrigo Petrônio. A leitura ajudou muito meu rascunhar.

 

(...)

Quilha contra as ondas

.........Partimos antes mesmo do crepúsculo

Tingir de rubro braços e lemes e ancas.

.........A vela enfunada pela musculatura aérea

Do vento Noroeste em tom azul,

.........A espuma saltava ao carmim

Desse tecido de fibra delicada partido,

.........Rasgado qual flor de lótus

Entre minhas mãos. Tua imagem trêmula

.........Se esvai e se despe de ornamentos,

O corpo com os seus quadrantes de luz

.........Solar, os seios gêmeos emulam o equilíbrio

Da proa e peixes esboçam uma aquarela

.........Móvel sob as águas. Teus olhos

Azuis parecem naufragar nesse arquipélago

.........Vívido de carpas que rompem

A pele do mar, deixando ao longe o portal,

.........A enseada e o púbis ereto.

Do cais

.........Um aceno de mãos pensas nos transforma em cartão-postal.

 

(...)

pichar no próprio corpo o mapa de seu país

Foi difícil te achar um poema hoje. Tentei Bandeira, Ana Cristina, algo que você já conhecesse para reler nessa sexta-feira fria e nublada. Mas esse poema do Pádua Fernandes caiu como bomba, a delicadeza que ceifa e enfrenta um tema tão difícil. E como enfrenta. (no link originário do Germina é possível ler sem quebras inconvenientes de formatação)

 

*

 

resolveu pichar no próprio corpo o mapa de seu país; o médico viu a impressão na pele e receitou repouso absoluto por quatorze dias e três bombas

 

— I know it. It’s a Mexican map. It’s worth 40 cents.

 

pichou no próprio corpo o seu país; a geomante ao vê-lo previu o fim do mundo e três filhos

 

— I know this image. It was borrowed from my bank, interest rate 18,80%.

 

a amante despiu-o e gritou que também deveria estar contaminada

 

— Your skin doesn’t allow you to travel to this country. Dogs!

pudesse contaminar o mundo,

ele o faria com mapas

e a dúvida cairia sobre tudo:

 

glória e joio indistintos na safra,

iguais — bênção e inferno,

o duplo ao nada se compara

 

em um mundo por mapas infecto;

a pedra une-se ao traço,

a mesma onda a onda e o deserto,

 

diferença não resta entre o espaço

de criar e o de ser,

criar explode os ventos em cacos

 

e os ventos tornam-se línguas, vê

que a dispersão os une,

vê: cantam algo como a surdez

 

e te lambem e te deixam nu e

te descobres um outro,

te dissolves nisto que refulge

da viva saliva onde envolto

gritas: não contamine

o mundo, inútil, pois teu corpo 

 

torna-se no mapa do que vive,

na tua pele manchada

o vírus, leprolífico ourives

 

(e se pichasse o rosto dos mapas,

o faria com o mundo

— da terra só restaria o nada)

 

— Is this a country or a tropical disease?

 

mas, com medo, ele mesmo nunca havia admirado no próprio corpo o mapa de seu país. pôs-se então diante do espelho e incendiou as linhas do mapa — sabia que nas chamas invertidas veria a sua terra.

quando o fogo atingiu-lhe os olhos, percebeu, porém, que aquela era a imagem do mundo

  

Pádua Fernandes, in O palco e o mundo.

Lisboa: Edições Culturais do Subterrâneo, 2002

 

[EM TEMPO 1] Temos o Popular no Espaço B_arco hoje (... & no link vc tb lê uns posts lindos do Joca...)

[EM TEMPO 2] A bela Dona Faleiros convida: comunismo da forma na galeria vermelho

céu alto

Hoje queria fugir desse poema prosa, perseguiu-me ontem durante a viagem até Pindamonhangaba. A Maroca encontrou outros, bem sei, estoy feliz por ter visto o Hay Tomates atualizado (a foto abaixo é dela, raia o dia em São Paulo algures). E vc tem razão quando constata entre parênteses cuidadosos, querida: clichês caem muito bem às vezes.

 

Esse poema traz uma história e, sempre que o trago para sala de aula, não posso contar, o tempo é tão pouco. Aqui o espaço é que é curto.

 

Enfim, em resumo esse poema evoca uma oficina de poesia com o Carlito e o Heitor (em 2005?). Sábado de manhã no Sesc Consolação, fui com o Paulo Ferraz (ressacada e atrasada), e ali encontrei criaturas que o tempo, ele-próprio todo manhoso foi consolidando a proximidade: a Dani Ramos, a Lilian Aquino (que como eu, quase não escreveu nada naquele dia), a Andrea Catrópa, que escreveu um poema sobre pantera, lembro-me bem, o Marco e o Caetano, o Alitto e a Angélica, que mandou o “o que passou pela cabeça do violinista em que a morte acentuou a palidez ao despenhar-se com sua cabeleira negra & seu stradivárius no grande desastre aéreo de ontem” – ainda lembro seu jeitinho lendo o título, demos risada, é ótimo, agora está lá no Rilke Shake.

 

O tempo gato passa, mas o Jorge de Lima para mim com seu acidente ainda é esse novelo.

 

O Grande Desastre Aéreo de Ontem

 

Para Cândido Portinari

 

Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.

 

Jorge de Lima (1893 - 1953)

quedas cruas

 

3 minutos sob a garoa e óculos embaçados (meu cabelo felizmente aprova a água e não explode com os pingos insistentes), barrada na portaria do prédio, esqueci o documento, que coisa boba essa de sair com mãos abanando. Com pensamentos curtos, deparo-me com a mudança: os bancos que ladeiam os 80 passos retilíneos entre a Av. Paulista e a outra Torre do Tribunal Regional Federal foram substituídos por cinzeiros, agora lamaçais em miniatura pela chuva - ali antes se tomava sol espreguiçado, talvez a hora seja de fumar em pé, outros tempos. O Bob’s é o mesmo gordurento.

 

No paralelo da noite, deparo-me com o envelope: ante os berros do noticiário e imagens em close precisos tão exclusivas da CNN, takes vendidos pela Globo, esta que apenas mostra ao longe os bombeiros, formigas queridas, tudo em borrões rubros embaçados, o poema. Saído do casulo do envelope, desponta em linhas & reconfortos sobre aquelas cadeiras agora sem donos temporários, das mãos partidas sem retorno, vidros quebrados agora em enlavecidos, amarelos. O engano do poema é que o coração até pode ser pouco extenso, possui o tamanho da minha mão fechada, um punho. E a crua dualidade sobre o tamanho de um punho é o que me arrasa e faz chover aqui dentro.

 

 

Os Lugares das Coisas

 

Vidros quebrados, recolher os cacos

Das mãos partidas sem retorno.

Passar de anos, tempo arranhando

Em cadeiras sem donos,

Desejos esvaídos de cansaço.

Sei que é assim mesmo, eu penso,

O coração é pouco extenso

E cristais são plenos de espaço.

 

Ricardo Miyake

Livro de Coisas, ComArte, 1998,

chegou hoje pelo sedex 

 

Gravura de Manu Maltes + aqui,

Manu & o som nas alturas por Marcelino Freire

O Busílis

 

Minha caixa postal, a de correio mesmo, é bem cheia de surpresas, embora o gmail não possa reclamar com nenhuma inveja. Algumas vezes passam da conta e esse envelope da foto foi perquirido do carteiro à minha mãe: - o que será?

 

Com as mãos adivinhava-se algo meio arredondado e papéis. Rasgando o envelope, a conclusão também não era satisfatória: uma bula de remédio, uma embalagem de kinderovo e uma carta em papel lilás, “Tinha prometido o Busílis”.

 

Ao ler a bula com minúcia logo se vê que é uma paródia - Vadevacum! posologia cloacal, o farmacêutico responsável Sr. Álvaro Dias. Dentro da espécie de embalagem de kinderovo, encontra-se um frasco com cara de homeopático com um longo poema, O Busílis.

 

“da explosão dum orgasmo masculino

nasce o branco”

 

E quem disse que a bomba não explode? Genial! Alvinho Cuba, desculpa se não tenho palavras pra tua criatividade. E ainda tem gente que quer publicar sei lá por onde, hahahá.

Ps.: Julia Quati, acredita que na foto são tomates e não maçãs? Hay tomates e orgânicos, por supuesto.

8 femmes no Rio de Janeiro

8 femmes atacam novamente, agora na cidade do Pan. Ponce querido, uma pena meus planos de céus cariocas terem dado errado!

 

Convite: Lançamento no Armazém Digital

Dia 17 de julho, terça-feira, a partir das 19h

Rio Design Center – Leblon

Av. Ataufo de Paiva, 270, Loja 104, Tel.: (21) 2274-5999

Mais em 8femmes.wordpress.com

A Vaca Cega

Bom, chega de lançamentos e festinhas. Essa chuva aqui e o frio deixam qq um melancólico, embora não seja lá uma grande fã dessa paixão.

 

Então escolhi um dos poemas mais bonitos que o Fabio Aristimunho já traduziu, do Joan Maragall, poeta catalão modernista. A tradução foi publicada na Zunái (aqui: aí vc compara com o original). A Vaca Cega também foi traduzida pelo grande Ronald Polito, esse que traz tanta coisa boa ao português.

 

A VACA CEGA 

 

Topando de cabeça em alguns tocos,

seguindo rotineira em busca d’água,

lá vem tão solitária a vaca. É cega.

Com boa pontaria e uma pedrada,

o moleque vazou-lhe um olho, e ao outro

cobriu uma ferida: a vaca é cega.

Da fonte vem beber, como antes vinha,

mas não com a firmeza de outros tempos

nem com as companheiras: vem sozinha.

Suas colegas, por declives, morros,

no silêncio do prado e na ribeira,

tilintam a sineta, enquanto pastam

a relva fresca ao léu... Ela cairia.

Dá de cara no afiado bebedouro

e recua, afrontada; mas retorna,

baixa a cabeça na água e bebe, calma.

Bebe pouco, sem sede. Depois ergue

ao céu, enorme, sua córnea testa

num grande gesto trágico; então pisca

sobre as meninas mortas, e se volta,

órfã de luz embaixo do sol que arde,

palmilhando um caminho inesquecível,

brandindo lânguida uma cauda longa.

 

 

Ps.: a divisão em duas "estrofes" foi imposta pela limitação de caracteres, tsc, tsc. Tentei vários jeitos, mas só assim funcionou. Vai entender... E tem dia que escrevo um monte de bobagem e publicam tudo.

Notícia em Cabo Verde!

O Liberal Cabo Verde traz o lançamento do Sarabanda, incrível.

fotos do lançamento

Aqui está o link para as fotos. Como concerne a esse tipo de ambiente fotográfico, vários queridos não constam nas imagens, assim como outros aparecem em quase todas – sem dúvida, as ausências bem graves são de dois autores no próprio lançamento (!!!): o Antonio Vicente e o Victor del Franco... Enfim, quem esteve presente, viu. A impressão é que talvez tenhamos lembrado de tirar fotos só tarde demais.

 

Os 50 exemplares de “Sarabanda – Um Caderno de Estudos” esgotaram, conforme torcíamos, e quem quiser encomendar, escreva para o Sr. Editor Vanderley Mendonça [e-mail de contato]. A idéia é realmente vender sob demanda.

 

Alguns Agradecimentos Especiais:

  • Vandeley Mendonça, o financiador do terrorismo
  • Paulo Ferraz e ao Antonio Vicente Pietroforte pelos respectivos prefácio e posfácio
  • Fabio, Dirceu, Gegê, Claudio Daniel, Marossi, Del e Gus, primeiros leitores amorosos e pitaqueiros
  • Victor del Franco, nosso sempre revisor
  • Binho e a Cris pelos bons administradores da festona
  • Virna pela discotecagem
  • Néle que trouxe gente querida consigo
  • Todos que compareceram por alguma razão!
  • Vizinho do prédio da frente, que redigia seu mestrado no sábado à noite, cujas reclamações sobre o som alto renderam muito assunto durante a festa (claro que nos comportamos) – E a pergunta que não queria calar: qual o tema da dissertação?
comunidade no orkut

Aí vai o mapa com a tal Rua Itararé, nº 164Casa do Imperador Amarelo. Originalmente, a imagem retirada do Maplink já informa onde estão as Universais do Reino de Deus, vai que alguém precisa, assim como os Bradescos próximos (isso nas mãos do Del daria um ensaio...).

 

 

 

E hoje aconteceu uma coisa engraçada, tem realmente algo nos céus, como disse a Ana Paula: fui procurar minha prima na comunidade “Família Rüsche” no Orkut e descobri que em agosto do ano passado, o poeta Milton Nunes Filho do Rio Grande do Sul montou uma comunidade para mim! O melhor é que, além do próprio fundador, único outro membro é o Eduardo Lacerda, conhecidíssimo macumbeiro editor d’O Casulo! Acabei de entrar, hahá. Inclusive agora mesmo irei encontrar a criatura. Se quiser ver, o link é esse aqui: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18518560

futricas (isso que vcs gostam)

(tentativa de acordo: depois falo sobre o livro do Del Franco, O Elemento Subterrâneo, pode ser?)

 

Lançar livro é mais divertido que casar, gosto dessa comparação para explicar às amigas casadoiras o que se passa nessa época.

 

Principalmente pela parte em que se recebe e-mails e telefonemas dos mais queridos que por algum motivo o mundo afastou. Imagina só que no lançamento do “Rasgada” minhas professoras do primário compareceram!, não é lindo?, o número de 120 exemplares vendidos em 2005 explica-se nesta base (do "Medianeira" do Fabio Aristimunho foram uns 124, eu acho). E dar festas e reunir pessoas é adorável, meu lado Ms. Dalloway, hahahá. E dessa vez, embora não tenha convidado deus-e-diabo, a festa é da mula sem cabeça, como já foi dito.

 

Em segundo, pq está claro que abdico da experiência (e custos!) do segundo. Casamento não é algo factível para uma criatura cuja mãe se casou de baby look mini-saia cor-de-rosa – com o que mais posso romper? Às vezes refletia que se fosse com uma mulher, aí sim eu enfrentava a Igreja. Enfim, nada melhor que restar até o final vida com simples um nome e um sobrenome, sobre os quais se trabalha arduamente para explicar que não é pseudônimo. Largo ao Direito, com suas instituições de uniões estáveis, a responsabilidade de completar sua obra - e o amor e a paciência de me agüentar aos Ursos lindos.

 

O sábado então será que nem aqueles casamentos coletivos, com 500 noivos & noivas, todos esbaforidos com seus convidados. O máximo.

 

No mais, a derradeira diferença é que nessa primeira festa a noiva se diverte bem mais que os convidados - ao menos por essas sarabandas: te espero no sábado.

 

Foto: casamento coletivo em Jinan

Sarabanda – Um Caderno de Estudos

 

Lançamento!

Festa da Queda da Bastilha

Dia 14 de julho de 2007, a partir das 20h

Casa do Imperador Amarelo

R. Itararé, n° 164 (paralela à R. Frei Caneca)

 

- acompanhado dos lançamentos:

 

de Poesia pelo Selo Demônio Negro

Furio Lonza, História Impossível

Sonia Bettencourt, Pena y Pluma

Victor del Franco, O Elemento Subterrâneo

 

de Prosa pelo Selo Dix

Antonio Vicente Pietroforte, Amsterdã SM

Daniel Candeias, A Louca

 

Trecho inicial da Carta do Paulo Ferraz, que constituiu o Prefácio de "Sarabanda - Um Caderno de Estudos":

 

São Paulo, 2 de fevereiro de 2007.

 

Aninha, meu bem, antes de mais nada, hoje pela manhã acordei com seus poemas na cabeça. As principais imagens insistiram em me acordar. Falo delas depois. Agora, queria só fazer um comentário, quase infantil, que tem a ver com o título: Sarabanda, salvo você, o Houaiss, o Aurélio e o Bergman ninguém mais deve conhecer o termo. Enfim, à medida que eu revia as imagens, uma musiquinha não me saía da mente, como uma trilha sonora: Samba, crioula, que veio da Bahia, pega a criança e joga na bacia, a bacia é de ouro areada com sabão e depois de areada enxugada com roupão, o roupão é de seda camisinha de filó, sapatinho bordadinho para quem virar vovó. Sei que você deve estar pensando, “o Paulo não bate bem da bola”. Bato sim, e explico: primeiro, o nome do seu livro, a despeito de ser uma dança renascentista, tem a palavra samba nele escondida, camuflada, fingindo ser o que não é. Mais um detalhe, o Houaiss diz que a sarabanda tinha um andamento “vivo e de caráter lascivo”. Ora, nada mais samba que isso: vivo e lascivo. Sua poesia é assim, viva e lasciva. Sua poesia dá samba (só quem já te viu dançar sabe que não é uma aproximação absurda essa, por sinal, acabo de me lembrar outra musiquinha: Samba Lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada, samba Lelê precisava é de uma boa lambada. Infantil? Sim, sim, façamos de conta que sim).

Outro dia, falava com um amigo que certa poesia feita hoje em dia está bonita demais, mas de uma boniteza que enjoa, como se estivéssemos diante de um tanto de ovos de Fabergé. Claro que são bonitas, quem sou eu pra dizer o contrário? Mas falta-lhes um pouco de imperfeição, um pouco de acaso, um pouco de acidente. Sua poesia pode ser tachada de qualquer coisa, menos de ser artesanato (“meninas” fazem bordado, tricô, patchworking com palavras...). Não estou fazendo nenhum elogio ao confessional, ao espontâneo, à preguiça, de modo algum, apenas acredito que somos imperfeitos demais para buscar tanto equilíbrio e tanta harmonia; mestiços demais para procurar tanta pureza; contraditórios demais para procurar tanta certeza; provisórios demais para buscar tanta permanência. Para mim, a sua poesia opera num registro bastante complexo que, sem abrir mão do que pode parecer ingênuo ou inacabado, transpira, sangra, macera, mastiga, cospe e se bate na busca do que chamamos beleza, jamais a beleza fácil da perícia ou da erudição (e olha que tem gente que jura de pés juntos que essa é a beleza difícil), talvez por isso esse subtítulo: um caderno de estudos, como fez Oswald (Primeiro caderno de poesia do aluno Oswald de Andrade), Cacaso (Grupo escolar) e a Hilda (O caderno rosa de Lori Lamby). Caderno, estudos, escola, tudo isso nos remete a um momento que ousaria chamar de tempo de inocência, de constituição do que somos, quando havia mais dúvidas que certezas. Prefiro as dúvidas.

A LOUCA do Del...

Hum, vc me pergunta sobre A Louca do Del Candeias. Bem, a graça do livro é exatamente possibilitar a leitura road movie sincrônica a outra mais profunda, movimento que pode ser descrito com mais precisão pelo balanço entre orelha e prefácio, que se complementam. A orelha é do Bortolotto, engraçadíssima, e já deixa qualquer leitor ansioso por uma resposta fácil encucado:

 

Onde ninguém é de ninguém? Bem, quem freqüenta a “Louca” não deve estar procurando um relacionamento estável, acredito eu em minha santa ignorância off-off casas noturnas. Na verdade, quem cai lá dentro deve estar em busca de algo como reeducação alimentar. Del como uma hostess literata nos coloca dentro do seu mundo com engenhosidade e talento. E vou te dizer, é um mundo estranho onde alguns caras podem atender por nomes como “Fofolete” e onde a rapaziada bebe vodka com groselha.”

 

Por outro lado, o prefácio do Pasta (José Antônio Pasta Jr, disparado um dos melhores professores da FFLCH), igualmente bem humorado, descasca as referências, afinal o início que ressoa como o Ateneu está longe de ser gratuito, assim como um discurso a la Aurélia Camargo, suspensão da pontuação como Raduan Nassar e Machadão na veia. E chega.

e o AMTERDÃ SM

Agora sobre o Amsterdã SM. Trata-se do livro de estréia de Antônio Vicente Pietroforte, igualmente professor da FFLCH, na área de Lingüística. Existe uma coragem no ato de publicar, de se expor, provocar uma suposta carreira acadêmica “consolidada”. Ainda mais pq não se trata de brincadeiras de criança, é um livro sobre sadomasoquismo

 

: também dependuro-me na orelha, onde o Glauco Mattoso conta, “Esta novela erótica configura um dos raríssimos casos de sadomasoquismo intelectualizado em língua portuguesa, cuja trama delineia verdadeira tese estética. (...) Por trás da fria e meticulosa tortura ritualizada, desfila, à guisa de bizarro guia turístico, uma multiplicidade de cardápios: mulheres, drogas, religiões, práticas sexuais. (...) Quantos de nós vestiriam a carapuça de couro e se colocariam na pele lanhada de suas personagens? Só mergulhando no hipnótico e sedutor relato de Vicente.”

 

O Vicente é um acadêmico entusiasta no estudo da produção contemporânea. Sua postura completa-se com a publicação do romance, pois foge voluntariamente do escudo da crítica e enfrenta as vagas com peito aberto, para quê acertar se a graça é correr risco?

 

Dia 14 de julho de 2007, a partir das 20h

Festa da Queda da Bastilha, Casa do Imperador Amarelo

Rua Itararé, n° 164 (perto do Shopping Frei Caneca)

notícias

“Como havia dito, a instabilidade climática é outra coisa que estou ainda me acostumando. Percebi que é comum acordar com céu nublado, tomar café com um céu completamente azul, rumar às praias com uma leve garoa e depois se encher de filtro solar pra não levar a pior na batalha contra o sol. Ah! Não precisa dizer que 10 minutos depois de passar o bendito filtro, vê se um horizonte completamente negro. Ventos ainda mais fortes do que os de costume e uma chuva incrivelmente torrencial. A idéia das monções vêm sempre à minha cabeça. A diferença é que duram alguns instantes. No fim, do dia o sol volta a brilhar”.

 

Um trecho de e-mail e foto de meu irmão - achei lindo, não é à toa que sempre trago a coruja de presente ao Niño quando viajo...

 

 

CURTAS DA NET

  • A nova Editora Fósforo no Desconcertos (adorei o logo)
  • Textículo do Gus sobre A Pornografia em Zodíaco, sabe, o filme?
  • Ensaio do Claudio Daniel sobre Haroldo de Campos no Cronópios
  • Saiu o Resultado da Petrobrás! Gostei, achei as escolhas eqüilibradas e a ver com o edital. Não fui selecionada não, mas sabe que dá um alívio? Imagina escrever um livro em 9 meses (meu próprio projeto insano)? Teria que largar tudo. Mas minha Sonâmbula não perdeu, ela nascerá aos poucos com cuidado, uma madame ficção científica como se deve. Sinto-me contemplada por grande parte das escolhas, as ausências sentidas a gente xinga no bar.
  • Sobre os projetos escolhidos, a Petrobrás vacilou em não patrocinar o Tordesilhas, Festival Latino-Americano de Poesia. Já tínhamos 15 cartas de confirmação, incluída a cessão de direitos autorais e de imagem. Azar deles. Vai acontecer mesmo assim.
  • No Alguma Poesia, site originário do boletim do Carlos Machado, um desses corajosos que fazem net, hoje me trouxe com poemas. Retomarei o boletim amanhã (assim dá tempo de vc ler) quando comentarei o Sarabanda – Um Caderno de Estudos.

Com menos horas de sono do que se deseja, como de praxe, e ainda me telefonam perguntando se às 9h eu estava de pé. Claro que sim e longe da cama, o que pensam dessa vida?

 

Os últimos 3 dias com amigos dos mais queridos – a foto com o Daud tentando ler enquanto o Altivo desfila com o bastão do guarda-sol pela areia resume tudo. O gmail está abarrotado, mesmo limpando as porcarias restaram tantas notícias e beijos, retribuirei com o devido carinho.

 

Novidades também em demasia, soltarei aos pouquinhos. O plano da semana é falar d'A Louca do Del, do Amsterdã SM do Antonio Vicente, e d'O Elemento Subterrêneo do Victor Del Franco.

 

Contudo, so wie man plant und denkt, so kommt es nie, ainda mais por aqui – quem sabe?

 

do gênero epistolar IV - de um demônio a outro

oi, amore,

 

Sim, ainda estou de férias do blogue, passei rapidinho aqui para te contar a boa nova: os livros do Demônio Negro estão prontos! Maravilhosos! Na FLAP não consegui te mostrar, aliás, mal fofocar...

 

Como tem gente futricando nossa correspondência, dou a canja: são aqueles mesmo que o Vanderley Mendonça faz à mão. O pantone da capa do “Sarabanda – Um Caderno de Estudos” é de um tom indefinível entre verde ou azul – assim o vermelho do título fica vibrante, enfim, a arte tipográfica de nosso meister que com apenas 5 tipos de fonte faz miséria, nada dessas horrorosidades circulatórias tão populares. De saída, 50 exemplares para o lançamento, hum, quero só ver, evaporarão.

 

E vai ser baladona como prometi, nada de lançamento com autor às 18h esquecido entre as auto-ajudas da nova Livraria Cultura. Casa do Imperador Amarelo, dia 14 de julho, a Festa da Queda da Bastilha! Hahá, claro que é para perder a cabeça, que pergunta! Senão, eu corto!

 

O Del lançará A Louca e o Urso lindo comemorará anos – está vendo, a melhor festa do mês. Os outros livros são Pena y Pluma da Sonia Bettencourt, História Impossível do Furio Lonza e O Elemento Subterrâneo do querido ilmo. Victor Del Franco.

 

Promete que vai, sim? Leve os queridos que quiser.

 

beijos

 

Ps.: E o Marcelino querido entrevistou-me para o Portal Literal. Claro que contei do livro rosa à cabeceira (aliás, emprestado pro Gus no momento), ao lado do Paulo.

 

 

quem linka o peixe
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