última chamada!

 

Curso: Poetas da Modernidade

 

Com Ana Rüsche & Dirceu Villa 

“Objetivos: Apresentar de forma agradável e próxima os principais poetas que produziram durante o século XIX e XX, cujo conhecimento se faz imprescindível para compreensão da arte moderna, como os nomes de Rimbaud, Baudelaire, Rilke, Hölderlin, Eliot, Pound e Pessoa, dentre outros. Além do apanhado crítico e teórico que pressupõe o curso, os textos serão passados em forma de leitura, com detalhes bibliográficos, para que a apreensão do conteúdo seja interessante e atrativa a todos”.

 

De 01 a 29/09 (5 encontros). Sábados, das 11hs às 15hs. Cada encontro terá a duração 4 (quatro) horas com um intervalo de 30 (trinta) minutos.

 

Espaço B_arco + Programa e detalhes aqui

 

E você - vem?

constatação do óbvio

O Paulo Ferraz é finalista do Prêmio BravoMelhor Livro por De Novo Nada (Selo Sebastião Grifo: 2007). Fiquei tão feliz! Ainda mais por um prêmio desse porte não ter esquecido que poesia é também literatura, hehe, como outros. Parabéns aos julgadores! E ao Paulo também, mas para esse já se rasga seda habitualmente por aqui...

 

Ah, e Os Satyros queridos também ficaram com Melhor Programação Cultural. Alguém tem alguma dúvida? Daqui a pouco a Bravo dará prêmio ao Don Bactone pelo acervo - que é tudo, diga-se de passagem.

desoriental

Esse poema longínquo foi lido outro dia por um amigo. Havia esquecido desse poema e de como escrever também é procurar eqüilíbrios (que por hora procuro subverter ou me subvertem).

 

Orientar-se

 

Seus olhares de soslaio

me inquietavam como o estorvo

de uma grande pedra larga no

meio do mar da plantação de arroz.

 

Mas enfim nos meus se centraram

e eram uma pedra tranqüila

como um único ponto fixo

no meio de todo aquele aguaceiro.

 

simpósio internacional

Sem tempo para eleger um poema – talvez mais tarde. Embora tenha um convite ótimo: 60 anos de Dialética do Esclarecimento, tá excelente o programa. O chato é que talvez eu mesma não consiga aparecer, c’est la vie...

 

28 e 29 de agosto 2007, 9h00 às 19h30

FFLCH-USP - Prédio de Filosofia e Ciências Sociais

Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Sala 08

Cidade Universitária

"Poucos livros marcaram tanto o século XX em termos de influência quanto a Dialética do Esclarecimento. Os temas desenvolvidos nesse livro desencadearam debates que se prolongam até hoje, permanecendo uma referência em termos de agenda e de pauta de discussões. Por isso, comemorar os 60 anos do lançamento da edição de 1947, pela modesta editora Querido de Amsterdã, significa também perguntar se e em que medida esse livro é ainda frutífero como ponto de partida para produzir novos diagnósticos do tempo presente, para enfrentar a complexidade do século XXI.

 

Este simpósio internacional pretende enfrentar esse desafio em suas várias dimensões: indústria cultural, capitalismo tardio, vida danificada, dominação do homem e da natureza, crítica do progresso, anti-semitismo, totalitarismo. A lista de temas pode ser tão extensa e multifacetada quanto o são as obras dos dois autores do volume, Max Horkheimer e Theodor W. Adorno. Não há melhor maneira de homenageá-los do que colocar à prova hoje as teses que apresentaram há mais de meio século".

 

Programa aqui

o som da fábrica II

Sim, lá no SESC deu tudo incrivelmente certo! Separei um tempinho de hoje para te contar.

 

Também, pudera, já na chegada, a energia da exposição da Néle Azevedo querida: Tu Pisavas nos Astros Distraída – a Néle utiliza a arquitetura do teatro e traz a imagem do teto para o chão na passarela, que se estende por todo o hall do anfiteatro (“como passagem entre o que está acima e o que está embaixo” – foto).

 

 

E ainda com os pensamentos na Néle, evoco os lindos que ela me apresentou, o Pedro Américo e a Alice, lá de Recife. E não é de Pernambuco que irei falar um pouquinho? Claro que a vida é toda amarrada, quem não percebe isso, não sabe o que é viver. Depois encontro o Rodrigo por acaso, coisa boa.

 

Mais tarde, umas 21h, a Anabela Santos distribui suas flores de crepom com frases, o Gus já separa uma, entregaríamos a alguém da platéia ao final (para quebrar o verso “o amor não se encomenda/ flores nunca foram para mim”).  

 

Os shows foram ótimos, cheios de boas energias, sobre isso, sem palavras.

 

Sobre a “performance”, bem, foi meio bizarra, mas funcionou: o figurino segurou a platéia por um tempo, já que entrei com capa amarela tipo do Detran e capacete (verso rasgado, hehe, “tenho uma navalha no meio das pernas./ quer ver?”).

 

Aí dei o ‘boa noite’, contei a historieta da fábrica de geladeiras ter virado o Sesc, algo do tipo “daqui dessa pequena trincheira, entre amigos, celebremos essas tantas vozes e seus cantares” e começo o Tempo de Guerra (supostamente dedicado ao Altivo) – o refrão “pega meu corpo de boneca inflável” dificilmente dá errado e aos poucos tiro aquela capa amarela toda e capacete para ficar de vestidinho. É, rolou. Assim, com a platéia mezza calma, faço minha evocação a Pernambuco, os fãs do Cordel aplaudem (ufa!) e acabo com um poema de amor, epígrafe do Del. Ao final, o Gus, no escuro, tira a flor de crepom de dentro do capacete e a revela à luz. Ficou bonito (embora não traga nenhuma superação).

 

Aí os meninos do Cordel entram e incendieiam tudo. Ou alguém tinha outra expectativa?

 

 

Queria agradecer o Gus Assano, que fez toda a direção, contra-regragem, apoio psicológico, seguração de onda & resolução de pepinos em geral! Valeu, chico! E estou batucando a “dança do patinho” vaticinada pelo Meganha até agora...  

o som da fábrica

 

Pronto, texto parcialmente afinado, poemas selecionados, a caminho do ensaio final, passagem de som.

 

Já decidi, farei uma pequena homenagem aos queridos de Recife, esses que trazem tanta coisa boa para cá: o Frederico Barbosa e a Micheliny Veruschk que lerão no domingo, o Marcelino Freire que canta seus contos com a Fabiana Cozza (ela dará depoimento nos vídeos durante o evento), ao Delmo Montenegro que fez aniversário e a esses meninos do Cordel que encantam o palco a fogo.

 

“Recife sim

que se revolta

vivo.

 

Faca clara

que ainda fala

não”.

 

trecho do Vocação do Recife, poema de Frederico Barbosa

 

de fábricas de geladeira a teatros

 

Participarei no dia 25 (sábado) do Som da Fábrica, evento que comemora 25 anos do Sesc Pompéia (de dia 24.08 a 26.08).

 

Poetas, como o Frederico Barbosa, Micheliny Verunschk, Horácio Costa, Donny Correia e outros, também participarão com leituras. Não perca na sexta o Donny entre Kid Vinil, Inocentes e João Gordo, achei o máximo, tudo a ver. O Fred e a Micheliny lerão no sábado. Haverá artistas plásticos, dançarinos, grande festa.

 

Lerei entre Dona Ivone Lara, Quinteto em Branco e Preto, Ione Papas e o Cordel do Fogo Encantado, ingressos esgotados, 800 pessoas na platéia. Reflito, qual minha contribuição nisso tudo?

 

Bem, aos poucos já me vem a personagem (está claro que ana-rüsche-ela-mesma são para poucos), o jeito dos poemas, o figurino, a evocação. Sim, para entrar na casa de alguém assim, deve-se pedir licença, é de bom tom. E pensei então em homenagear a Lina Bo Bardi (“a do MASP”), que transformou a antiga fábrica de geladeiras naquele teatro lindo na Pompéia, tão simples.

 

A evocação? Quisera um dia que fábricas fossem transformadas em teatros! Na seqüência, o lado crica aflora: e não já são um pouco?, desandados pela indústria de entretenimento, no passo ritmado e obrigatório que conhecemos bem. Mas você entende o que quero dizer com essa evocação. E isso é que faz toda a diferença.

 

a faculdade para os movimentos sociais

 

Foto Apu Gomes/página inicial da UOL

 

"Todos aspiram à lei" diz o homem, "como se explica que, em tantos anos, ninguém além de mim pediu para entrar?" O porteiro percebe que o homem já está no fim, e para ainda alcançar sua audição em declínio, ele berra: "Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada estava destinada só a você. Agora eu vou embora e fecho-a". KAFKA, Franz, O processo. São Paulo, Brasiliense, 1995. 6. ed., p. 230-32

 

Dificilmente algum trecho da literatura conseguiria ilustrar melhor o fenômeno jurídico – o espanto do leitor com a contradição típica kafkiana reflete exatamente a impossibilidade de nós compreendermos certos, hum, 'desígnios' da justiça, essa mulher que nos guia cega.

 

Assim, hoje escolhi uma pequena parábola aos que insistem em tratar justiça e educação com o mesmo raciocínio aplicado à propriedade – para os poucos. O título do post foi retirado de uma colocação de estudante de Direito, conforme a matéria publicada no Estadão. Ambos, matéria e estudante, procuram condenar inutilmente a manifestação ocorrida na madrugada. E a luz da foto (belíssima) já nos conta que essa retórica é vã: o mundo é bem maior que vocês, ratinhos.

 

«Ah», disse o rato, «o mundo cada dia fica mais apertado. A princípio era tão grande que até me metia medo, depois continuei a andar e ao longe já se viam os muros à esquerda e à direita, e agora - e não passou assim tanto tempo desde que eu comecei a andar - estou no quarto que me foi destinado e naquele canto já está a armadilha em que vou cair». «Tens de inverter o sentido de marcha», disse o gato, e comeu-o.

 

Franz Kafka, Parábolas e Fragmentos, trad. João Barrento

pequenos jardins

O dia após dia anda difícil aqui dentro. Embora haja tanta gente linda no mundo. E depois de conversar sobre Emily Dickinson agora pouco (aula ótima), parece-me que o início da madrugada só será salvo com um poema de arquitetura simples, desses condensados que se abrem como flor profunda. Assim, esse angolano vai para a Flavinha, iluminado pela heliconia do jardim aqui de casa (que é minúsculo, a foto extrai ângulos), para dizer, “ah, claro que estamos tão perto”.

 

 

Uma planta, plantando sonhos

 

no canto do fim do mundo

há uma flor

contando histórias

 

à porta da minha casa

há uma planta

plantando sonhos

 

Domingos Florentino

in Poesia Africana de Língua Portuguesa

org. Lívia Apa, Arlindo Barbeitos e Maria Alexandre Dáskalos

ainda fumos do gênero epistolar

Semana inicia-se com uma pequena narrativa do Francisco Bosco, leve e delicada como se deve ser.  O poeta convida também para o lançamento de “banalidades” na sexta, dia 24, livraria da vila, 19h – será à portuguesa, “isto é, com pequena palestra dos autores” (essa eu não conhecia, mas soa interessante).

 

 

A Estória da Madame de la Pomeraye e o Marquês des Arcis

 

Não se amavam mais; melhor

dizendo, eram suas vidas

 

corroídas por qualquer

coisa que fora perdida

 

(ambos sabiam, porém

empurravam com a barriga).

 

Até que um dia a Marquesa,

racional e destemida,

 

abriu as cartas na mesa:

o amor já não existia.

 

O Marquês, reconhecendo

igualmente a chama fria,

 

de bom grado assentiu

à recíproca alforria.

 

Entretanto, de repente,

eis que um sentimento errático

 

na Marquesa penetrava,

destruindo o espetáculo

 

de um desamor sensato:

ressentida e patética,

 

 

a Marquesa vingativa

revelava que a ética

 

do amor não admite

uma tal razão tão prática

 

(a propósito, o Marquês,

depois de ter imitado

 

da outra a fria distância,

sugeriu, entusiasmado,

 

se tornassem confidentes

sobre futuros amados:

 

há perigos à espreita

nas paixões desencantadas,

 

onde, embaixo de sorrisos,

facas, lâminas, espadas).

 

Poema retirado de as escolhas afectivas

míngua

Recebi esse livro faz um tempo, indicações de pessoas queridas. Li diversas vezes, embora seja difícil resumir seus aspectos centrais: o Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira faz questão de não eleger uma dicção única para o livro, trazendo diferentes propostas poéticas, desde longas composições até poemas curtos feitos a partir de fotos, quase outdores ao inverso. Um bom livro para se ler antes de dormir.

 

Contudo, telefonemas à tarde só reforçaram minha escolha já digitada: esse denso, pungente, que inclusive está na contra-capa – ah, se poemas pudessem nos alertar, nos alentar do desespero, do alheio – aqui de longe, para você, querido colega, um embalo para se dormir tranqüilo.

 

a morte

 

no quarto, um velho corta as unhas duras

dos pés, que a custo ampara sobre os joelhos

bufando de cansaço para vê-los

para arrancar as lascas; e segura

a tesoura, e treme a mão, que sua

 

já não pode dobrar o tornozelo

(o que lhe causa um certo desespero)

 

chega ao último artelho com tontura

 

a noite avança insone, é madrugada

várias vezes virou o travesseiro

 

no chão, pequenas luas recurvadas

restos de tempo, seguem um roteiro

 

operárias em fila, carregadas

levando as unhas para o formigueiro

 

 

Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira

Peixe e Míngua, Nankin, 2003

sobre o cansaço

Como uma prece, essas coisas em que não acredito, para ver se melhoro da aspereza que me persegue às olheiras, adoece-me há dias.

 

Quase isso

 

Dizem que Goethe pediu mais luz,

Mehr Licht, no momento da morte.

Mas, como resposta,

Apenas abriram a janela.

 

(Lindo, não?, do Dirceu).

poemas que adoro

Raramente leio a folha de esportes de um jornal – ontem o fiz por conta de um texto da Soninha.

 

Reflito, “realmente é difícil comentar a questão do meretríssimo, duma barbaridade tão grotesca”. Permito-me a facilidade do “meretríssimo”, pois quem rima “baralho” com “galho” não merece muito, aliás, nesse caso, demanda unicamente desprezo. E recebo e-mails que a OAB/SP apoia o “cansei” - hum, e essa sentença?, imagino que esteja tudo bem, pois futebol não se discute.

 

Enfim, para isso tudo escolhi o poema do Walt Whitman que adoro – que já esteve aqui em outras oportunidades mais felizes. Vai em estado bruto, sem traduções ou outros véus (quem quiser umas sugestões aqui estão).

 

As Adam Early in the Morning

 

As Adam early in the morning,

Walking forth from the bower refresh'd with sleep,

Behold me where I pass, hear my voice, approach,

Touch me, touch the palm of your hand to my body as I pass,

Be not afraid of my body.

o que não postei
  • o poema "Família Vende Tudo" da Angélica para o Taddei que ficará um tempo longe dessas paisagens (puxa, e eu que precisava de uma estante...)
  • Trecho final do incêndio na "Louca", do Del, para o Claudinei pelo lançamento da Editora Fósforo na quinta-passada

 

pois é muito claro que blogues servem para recados.

 

Curso - Poetas da Modernidade: Um Panorama Internacional

com ana rüsche & dirceu villa

 

Bem, o que posso dizer é que temos certeza que esses 4 sábados serão ótimos. Agradecemos aos que nos ajudam a divulgar! (e aproveita também que no espaço b_arco acontecem oficinas com o Marcelino Freire e leituras com o Juliano Pessanha. Hum-hum, o segundo semestre começa muy bien...)

 

 

 

espaço b_arco virgilio, oficinas de cultura

rua dr. virgilio de carvalho pinto, n° 422, pinheiros, (11) 3081.6986

 

[INSCRIÇÕES AQUI]

 

Dias/Horário: Sábados, de 1° a 29 de setembro (5 encontros), das 11hs às 15hs. Cada encontro terá a duração 4 (quatro) horas com um intervalo de 30 (trinta) minutos

 

Objetivos: Apresentar de forma agradável e próxima os principais poetas que produziram durante o século XIX e XX. Além do apanhado crítico e teórico que pressupõe o curso, os textos serão passados em forma de leitura, com detalhes bibliográficos, para que a apreensão do conteúdo seja interessante e atrativa a todos.

Programa proposto (sujeito a alterações)

 

1° Encontro – Poetas de Língua Inglesa

- T. S. Eliot

- Ezra Pound

- Emily Dickinson

Comentários sobre: William Blake, e.e. Cummings, William Butler Yeats e Gertrude Stein

 

2° Encontro – Poetas de Língua Francesa

- Arthur Rimbaud

- Stéphane Mallarmé

- Charles Baudelaire

Comentários sobre: Paul Éluard & André Breton, Guillaume Apollinaire, Jean Cocteau, Jules Laforgue e Tristan Corbière

 

3° Encontro – Poetas de Língua Alemã

- Rainer Maria Rilke

- Bertold Brecht

- Paul Celan

Comentários sobre: Friedrich Hölderlin, Georg Trakl, Else Lasker-Schüler e Kurt Schwitters

 

4° Encontro – Poetas de Línguas Italiana e Ibéricas

- Filippo Tommaso Marinetti

- Octavio Paz

- Fernando Pessoa

Comentários sobre: Giuseppe Ungaretti, Joan Brossa e Pablo Neruda

Contagem regressiva para amanhã!

Lançamento do jornal O Casulo nº 6 + Sarau VACAMARELA!

 

O evento, que acontece amanhã, a partir das 19h30 na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Henrique Schaumann com a Cardeal), será a primeira apresentação pública do grupo VACAMARELA e contará com a participação de atores e músicos que, de alguma maneira, se aproximem da produção literária contemporânea. Sobre o grupo, você provavelmente já ouviu falar, são os mesmo que organizam a FLAP, editam O Casulo, etcs...

 

Na ocasião, haverá distribuição gratuita do número 6 do jornal O Casulo que, nesta edição, traz uma entrevista com Zeca Baleiro, poemas de Angélica Freitas, Marcelo Montenegro e Ronald Polito, e imagens de Luli Penna e Francisco dos Santos.

 

E, sendo O Casulo um jornal que abre espaço para novos poetas, a partir das 21h15 o sarau será aberto ao público. Para se inscrever, procure um representante do grupo VACAMARELA na entrada do auditório da Biblioteca. As inscrições só acontecerão no dia do lançamento a partir das 19h00 e a ordem de leitura obedecerá a ordem de inscrição!

 

PROGRAMA

19h30: Abertura com o poeta Marcelo Montenegro.

20h00: Sarau VACAMARELA (Celso Borges e Carol Martins lêem poemas do grupo VACAMARELA com intervenções do músico Rafael Agra).

20h30: Dois pocket-shows com os músicos Kadu Ayala, e depois, Vinix Leite.

21h15: Sarau aberto ao público.

 

Divulguem à vontade!

re: tertúlia

 

Dirceu querido,

 

As águas paradas do blogue andam lamacentas, muita pirotecnia e pouca pedra. Assim escolhi te responder sobre a edição d'O Banquete na sexta passada (o quadro do James Ensor retirei de teu convite).

 

Como há outros leitores entre nós, explico: as circunstâncias da greve do metrô e o decorrente quórum baixo fizeram com que nos sentássemos todos em torno da mesa da Biblioteca. E não é à toa que a questão espacial me intriga tanto - a mera supressão do nível “platéia” gerou um debate formidável, para usar adjetivo teu, querido amigo.

 

E foi ótimo, não?! Difícil descrever o quão profundo fomos, por isso há limites de caracteres, guardas e horários de fechamento, senão rebelaríamos tudo. Creio que deveríamos adotar o formato para sempre. Na realidade, às vezes penso que a única coisa que salva a arte é o debate sobre seus pressupostos e sobre esse mundo que nos cerca, por mais que isso seja minúsculo – e o que parece de início contraditório é por fim a própria força motriz da criação, nicht Wahr?

 

Festas, lançamentos, palestras, isso tudo é muito importante. Contudo, é pressuposto um "público", que por mais que seja formado basicamente pelo próprio meio literário e seus agregados, instala uma relação de alteridade. Esses debates em torno da mesa, próximos, sem desníveis entre ouvintes, quebram esse vício forte.

 

E, carissímo, um pensamento absurdo que me ocorreu é que se promovêssemos isso mais vezes e convidando pessoas minimamente aptas e dispostas para contribuir com o debate, iríamos longe, nem sei calcular onde. Em “aptas” considero não quem possua o verniz acadêmico obviamente, mas sim aqueles que raciocinam sobre os tempos escuros em que vivemos. E por “dispostas” descrevo a atitude de inserção para a troca, nada daquele jeitinho “eu ganhei a discussão”, hahahá. Ao menos advogados sabem a fragilidade desse gesto bobo.

 

Por fim, fiquei bem feliz em ouvir as idéias do Rodrigo, fantástico. O Gus e o Daud que adoro, conheço a tempos suficientes para não me surpreender (ou não, essa é a graça de ter amigos). Espero que a Maj na próxima vez esteja restabelecida da rouquidão. Sobre o Calixto, bem ele já dá nome à praça, não?, rs.

 

Pensemos nisso tudo.

 

Um beijinho

 

Ps.: Esqueci de mencionar o poema "O Banquete" do Renan, que cabeça a minha!

esboços de onipresença

 

Parece que o lançamento das 8 Femmes em Brasília foi tudo! Para começar a semana melhor, poema enfagulhado da Ana Maria Ramiro, poeta anfitriã. [Link: fotos do evento e vídeo com a performance do Sahea].

 

OYÁ

(Iansã)

 

Menina afogueada fruta verde

virada na ponta do casco

brasa que anima o toque

ventania da savana

fagulha ligeira que esparrama

 

É parreira alada, é Matamba

folha rebelde de Aruanda

 

EM TEMPO Hoje tem Poesia na Galeria! Com a participação de muita gente querida, mediação do Bac. Coletivo Galeria, lá em Pinheiros, 21h. Detalhes no Desconcertos.

O Casulo no Caderno 2!

 

Apesar papai insistir (“casulo é coisa de taturana”), o bichinho vai longe! Hoje saiu matéria no Estadão sobre a edição nº 6, cujo lançamento será no dia 10 de agosto, sexta, na Biblioteca pública Alceu Amoroso Lima, com a participação de atores, músicos, já que nenhuma arte sobrevive sem a outra. Um trecho da matéria da Livia Deodato:

 

Graças ao apoio do projeto de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria da Cultura da Prefeitura de São Paulo, essa mais nova edição de O Casulo alcançou uma tiragem de 30 mil exemplares contra 2 mil do último número, publicado em março/abril. Eles serão distribuídos gratuitamente em 88 bibliotecas, 150 escolas de ensino médio, entre municipais e estaduais, e 23 Centros Educacionais Unificados (CEUs). "Com o apoio da Prefeitura, ainda iremos oferecer 20 oficinas de criação literária em setembro, com 2 horas de duração cada uma", adianta um dos editores do jornal, Eduardo Lacerda. As oficinas buscam servir de base para formação de multiplicadores e o foco estará voltado para autores contemporâneos, "para a literatura de quem está produzindo hoje", nas palavras de Lacerda, "que aproximam mais os jovens".

 

Não é tudo? E quer saber mais: conversa com o Eduardo Lacerda ou com a Andréa Catropa por meio do ocasulo[arroba]gmail.com. Blogue: http://o-casulo.blogspot.com

 

Ps.: e a matéria falou também do “Acordados”, romance que escrevo e sairá em outubro (creio) por conta do auxílio do PAC da Secretaria da Cultura do Estado. Será que realmente não haverá mais as bolsas de criação literária do PAC? Espero que o 2º semestre nos traga essa resposta!

ainda o frio

Não, não fui ao Rio. E isso me enche de tristezas. Já havia separado: 2 saias e botas, pois sempre existem léguas a serem percorridas. Depois quero saber de tudo, por hora fico com o “(Come chocolates, pequena; /come chocolates!” da Tabacaria que ainda ressoa do Sarau ontem na Praça Roosevelt (conheci a Audrey!). Aqui as coisas andam bem cinzentas e frias. Minto que é culpa desse tempo.

 

até Titi lindo estranhamente pensativo

(ele não ia ler durante 3 horas seguidas?)

 

sobre o estado de coisas e outras histórias

Hoje não há limite de caracteres que me segure.

 

Imagino que o céu alto, azul e duro instiga os frêmitos andarilhos compulsivos que todo paulistano guarda em seu âmago – o que o Sr. Governador apóia com sua feiúra intolerável e insiste em não negociar com os metroviários, tática genial que prolongou a greve da USP até.

 

Aí a Rádio Eldorado vem com o muro na direita – pow! - o locutor despeja um “greve de metrô é uma boa desculpa para não ir trabalhar”. Depois me contam essa do “cansei”. Só agora?, hahá, adoro essa resignação militante: as calotas polates derretendo, a cidade no maior caos e me mandam um "cansei" e um "vá trabalhar". Pobrezinhos!

 

Com esse estado de coisas, o fim do mundo só pode ser repartido com criaturas que valham a pena. Por isso, convido você, querido visitante desses aquários revoltos em sua pequenez, para não ficar em casa assistindo TV, culpando pilotos ou lendo jornal (credo!), aí vai...

... a programação, entonces:

HOJE: Dirceu Villa & Fabiano Calixto convidam para O Banquete

Com Alfredo Fréssia, Renan Nurenberg e yo. Discutiremos a inquieta pergunta: A multiplicidade de opções estéticas na poesia contemporânea aponta caminhos de independência e liberdade, tendo resultados positivos, ou apenas aponta para uma disfunção e falta de rigor? (já separei uns poemas, se quiserem dar pitacos, comentários são para isso ;). Biblioteca Alceu Amoroso Lima, a partir das 19h.

 

HOJE em Brasília: Lançamento das 8 Femmes. Com Ana Maria Ramiro e Virna Teixeira. Com direito a Pocket Show do Marcelo Sahea! Também serão lançados os livros Desejos de Gaia, da Ana Maria Ramiro, e Na Estação Central, de Edwin Morgan, e Ovelha Negra - Antologia de Poesia Escocesa, ambos traduzidos e organizados pela Virna Teixeira (títulos lindos, não?).

No Balaio Café, detalhes aqui.

 

SÁBADO E DOMINGO: FLAP Rio, conforme anunciado: http://flap2007.zip.net

 

SÁBADO, 0h (virada para domingo): Sarau no Espaço dos Satyros II. Coordenação de Ivam Cabral, ator-rei, e tantas pessoas especiais. Praça Roosevelt.

 

AGORA: Entrevista da Dinha para o Maloca Espaço Cultural (foda a entrevista!, assim como a Dinha-ela-mesma, eh, mulher raçuda) sobre Literatura e Periferia:

 

“Sou meus irmãos, minha comunidade. Fico feliz que conheçam e admirem nossa história, nossa sensibilidade. Mas isso não significa que vou aliviar o lado de ninguém, nem me encantar a ponto de deixar de ser quem eu sou. Não quero enriquecer, sair da periferia e continuar a escrever sobre ela, de fora, como todo mundo que não é da periferia faz. Primeiro porque não tenho esse desejo, como disse, não admiro a outra classe. Não quero morar no Paraíso, Vila Madalena ou Morumbi, nem comer um pedaço de pizza que custe R$4,50, nem ter carro do ano, ou as outras coisas mais que desconheço. Quero mais é que as feridas se abram e o povo tome, à força se for preciso, o que é nosso por direito. Se eu fizer o contrário do que estou dizendo, me desconsiderem. Como diz o amigo, escritor e rapper Dugueto: Quem não tem valor, tem preço”. na íntegra aqui

 

 

Foto e entrevista retiradas dos

Blogues Efeito Colateral e Maloca Espaço Cultural

 

A FLAP NO RIO!!!

4 e 5 de Agosto 2007 - PUC - Rio + infos http://flap2007.zip.net/

Sábado, dia 04 de agosto

[1] 14:30h – Leitura do poema Tabacaria, de Álvaro de Campos, pelo poeta Eduardo Tornaghi + Leitura InVERsa

 

[2] 15h às 16:30h - Contaminações

Mediação: Thiago Ponce - poeta

- Bruno Cattoni - poeta e jornalista

- Márcio-André - poeta e músico

- Paulo Ferraz - poeta e editor

- Sylvio Back - poeta e cineasta

- Toni Barreto - poeta, restaurador e encadernador

[3] 16:30h às 18h - A Literatura na Sala de Aula

Mediação: Vinicius Baião - poeta

- Alberto Pucheu - poeta, professor de Teoria Literária UFRJ

- Érico Braga – poeta e professor

- Flávio Corrêa de Melo - escritor

- Marcus Alexandre Motta - prof. Literatura Portuguesa da UERJ

 

[4] 18h – InTERvalo InVERso

 

[5] 18:30h às 20h - E quem vive disso?

Mediação: Raphael Vidal – editor e escritor

- Cairo Trindade - poeta

- Marcelo Lachter

- Pedro Tostes - poeta e editor

- Silviano Santiago - escritor e professor *

- Thereza Cristina Motta - editora e poeta

Domingo, dia 5 de agosto

 

[6] 14:30h – Apresentação de texturas poéticas e realidades experimentais com Arranjos para assobio

 

[7] 15h às 16:30h - O Além Livro

Mediação: Leandro Jardim - poeta

- Ana Paula Maia - escritora

- Andréa Paola - poeta

- Cecília Giannetti – escritora e editora

- Sérgio Sant'Anna – escritor

- Viviane Mosé - poeta e filósofa*

 

[8] 16:30h – InTERvalo InVERso

 

[9] 17h às 18:30h - Literatura Falada e Literatura Escrita

Mediação: Priscila Andrade – poeta

- Alexei Bueno - poeta

- Geraldo Carneiro - poeta e letrista

- Henrique Rodrigues - poeta e coordenador de projetos literários

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