Fotos da Abertura do Tordesilhas

Tordesilhas – Festival Íbero-Americano de Poesia Contemporânea

De 30 de outubro a 4 de novembro, São Paulo

 

+ 2 matérias legais:

 

 

Virna Teixeira profere palavritas antes da mesa Abertura, que contou com Roberto Echavarren (Uruguai), Horácio Costa (Brasil), Victor Sosa (Uruguai/México), Alfredo Fressia (Uruguai), Efraín Rodríguez Santana (Cuba) e mediação do Claudio Daniel (Brasil)

 

Detalhe do Alfredo Fréssia, queridíssimo, com o Victor Sosa a postos

 

Os corajosos da Editora Amauta! Marcelo Barbão, que jajá lança seu primeiro livro, e Vanderley Mendonça, que contrabandeia poesia y realiza otras atividades terroristas obscuras.

 

No coquetel com tapioca, caldinho de feijão e cervejinha, María Eugênia Lopez (Argentina), editora da charmosa "Chicas de Bolsillo" - ainda irei te contar sobre isso - e Luis Carlos Mussó (Equador)

 

Eu falo, mas não entendo (no caso, sobre delinqüência se entende): Allan Mills (Guatemala) y Berimba de Jesus (dessas quebradas mesmo). Ah, e gostei muito, muito do novo livro do Berimba, Apanágio - tenho que também dedicar um post a isso, me lembra. 

 

Povo da Vaca Amarela de carona no "Happy Tur", preparando-se para o lançamento da Antologia Trilíngüe da Vaca na sexta-feira: Julia Lima, quati baladeira incansável, Lilian Aquino, parece que finalmente teremos su presença com mais freqüência, quem diria, Andréa Catropa, la presidente, Ana Paula Ferraz, la periodista gatinha, e Eduardo Lacerda, macumbeiro responsável pela conjunção energética do evento.

 

Créditos das fotos: Victor Del Franco álbum inteiro aqui

corre y corazón

Bem, começa hoje. E ontem mesmo estávamos refletindo que faz mais de um ano que começamos a organizar isso. Na realidade, talvez seja há muito mais e esse “nós” sejam tantas outras pessoas. Incontáveis.

 

Desde os que por alguma razão do destino não estão aqui, como o Gegê e o Taddei que viajaram, ou como o Alberto Trejo e o Jair Cortés, mexicanos queridos que não conseguiram chegar, até os tantos que fazem seus trabalhos de formiguinhas há décadas, de livro em livro, de portal em portal (tantos! e tão bons!), de verso em verso - desarmar falsos amigos e torná-los trocadilhos...

 

O programa está no ar faz tempo. Mas compareça a tudo, nem se preocupe em anotá-lo. Aliás, preciso dizer que o Portal Literal fez uma matéria muito boa de warm up.

 

Engraçado, faz tempo que não me emociono assim escrevendo um post. Por isso colo o finalzinho de Ataque (publicado no Rasgada:2005, aqui na íntegra), creio que às vezes só um poema dá conta. E qual melhor forma de se destruir um muro, senão com un verso?

 

Salto, saia e blusa justa,

Tinha estado em muitos lugares.

Você nem sabe onde. Perca o sono por isso.

Tomou a calçada na marcha justa,

a cada passo, agulhada no asfalto.

Do furo, logo nasceu a primeira rosa,

logo outra e outra e um caminho

de pegadas de rosa florescia.

Ao longe o horizonte exausto coloria-se.

O tempo é ainda madrugada, de outros dilemas, visões e espera.

Muitas rosas riscavam uma rota

e furavam o asfalto, o tédio e o nojo.

O tempo chegou e o meu ódio é o melhor de mim.

 

Os passantes entenderam tudo.

Tinham estado em muitos lugares.

O silêncio os oprime. Perca o sono por isso.

contagem regressiva

 

Começou.

 

Até o Serra ouviu a declamação dos poemas, a Phedra D. Córdoba discutiu sobre Havana, Don Bactone e Mirisola são testemunhas oculares & quem não samba ou é ruim da cabeça ou doente do pé: os queridos poetas latinos, portugueses e espanhóis já começaram a chegar para o Tordesilhas - Festival Íbero-Americano de Poesia Contemporânea.

 

E vc?

a vaca! antologia trilíngüe

O Coletivo Vacamarela, formado neste ano por jovens escritores que realizam publicações e eventos literários, lança a Antologia Vacamarela - edição trilíngüe português/espanhol/inglês - na madrugada do dia 2 de novembro na Praça Roosevelt, em São Paulo.

 

O lançamento é parte da programação do Tordesilhas, Festival Ibero-americano de poesia contemporânea. Poetas estrangeiros convidados do festival e do coletivo deverão realizar uma leitura conjunta.

 

Em formato paisagem e com projeto gráfico leve, e ao mesmo tempo sofisticado, a antologia traz textos dos 17 poetas do grupo, no espírito de variedade de estilos e temas que caracterizam a nova poesia brasileira do século XXI. 

 

A tradução de todo o conteúdo para o espanhol e o inglês representa um esforço de superação da barreira da língua para a poesia em língua portuguesa. O prefácio é assinado pelo poeta e crítico Frederico Barbosa e tem posfácio do professor, poeta e crítico literário uruguaio Alfredo Fressia.

 

Leitura com: Ana Paula Ferraz/ Ana Rüsche/ Andréa Catrópa/ Carol Marossi/ Donny Correia/ Eduardo Lacerda/ Elisa Andrade Buzzo/ Fábio Aristimunho/ Gustavo Assano/ Ivan Antunes/ Julia Lima/ Lilian Aquino/ Paulo Moura/ Renan Nuernberger/ Thiago Ponce de Moraes/ Victor Del Franco/ Vinicius Baião + participações especiais de poetas do Festival Tordesilhas + quem mais tiver estiver na Praça!

Indelével

Numa manhã seguinte

o sempre do sopro do corpo

de lençol de nuvens

onde fui imensa de azul

infinita e sem brisas

 

Numa manhã seguinte

O eterno vagueia

Pelo ar sem correntes

 

Ana Paula Ferraz

 

Indeleble

 

En una mañana siguiente

el siempre del soplo del cuerpo

de sábana de nubes

adonde fui inmensa de azul

infinita y sin brisas

 

En una mañana siguiente

El eterno vaga

Por el aire sin corrientes

 

Traducción: Fernanda Guerra Gil

 

Indelible

 

In a following morning

the always blow of the body

of the clouds' sheet

where I was immensely blue

infinite and still

 

In a following morning

The eternal wanders

Through air without flows

 

Translation: Julia Lima

 

 

canção

 

Como o Festival Tordesilhas trará criaturas lindas ao Brasil (“+ de 50 poetas convidados”), decidi falar de pessoas que não estarão aqui de corpo, mas estão muito presentes no coração – aliás, muito mais do que tantos zumbis que trabalham o dia inteiro nesta cidade...

 

As fotos são do livro “Hechizo para matar al Hombre infiel”, mandala traduzida para o español por Ámbar Past, poeta incrível de chiapas, autoria de Tonik Nibak em idioma tsotsil. Taller Lenateros. leia aqui sobre esse ateliê

 

A Ámbar foi uma das poetas que mais me impressionou no encontro “El Vértigo de Los Aires (que participei com apoio do Ministério da Cultura, tenho que o citar), principalmente por enfrentar seus demônios a unha. Seu “Huracana” dorme aqui comigo.

 

Como estou com sono para datilografar o seu “Cuando era Hombre” [o Google achou em inglês o poema estupendo], hoje vc fica com os desenhos, meu carinho y um estribilho.

 

Canción

 

Soy una mujer

               una mujer la la.

Soy una niña

                una niña la la.

 

 

2 dedos de prosa (e alguns links)

Um concerto. Na mesma fileira, uns 6 garotos de 16 anos com camisetas pretas de banda e cabelos cumpridos. Stravinsky com seu Pássaro de Fogo. Ao final, todos os 6 incrivelmente levantam-se efusivamente para aplaudir, com as mãos vibrando em chifrinhos: - Stravinsky é foda! - e o outro: - Xênio!

 

E ainda há quem não adore adolescentes... (parecem o Del, hehe). O melhor é que não é exatamente o Stravinsky o único gênio e sim todos aqueles músicos afiados, o maestro amoroso, a platéia que colaborou tanto com sua atenção e tantas coisinhas mais que fazem com que aquilo adquira sentido nessa cidade, ontem... Isso nos cura um pouco, Guzik amado, uma historinha para seus momentos difícies e trabalho duro ao final da montagem do Divinas Palavras – aguardamos vocês. Para quem não sabe: dia 8 de novembro estréia a nova peça dos Satyros.

 

[+ BLOOKS] No Portal Literal disponibilizaram vídeo sobre as performances da exposição BLOOKS no Rio de Janeiro, a qual virá a São Paulo. Participei com poemas, como inúmeros blogueiros da internet a fora. A Bruna Beber nos conta um pouquinho sobre o vídeo (e o comentário do pai dela sobre as performances...).

 

[+ TROPA DE ELITE] E falando no Del Candeias, ele assina um artigo no Aplauso Brasil sobre Tropa de Elite – gostei do texto, embora não tenha assistido ainda o filme (é tarefa urgente de casa no meu grupo de estudos):

 

"O início e o final de Tropa de Elite já invalidam, em parte, a recorrente crítica de que o longa-metragem é reacionário. Que o ponto de vista do policial-narrador é preconceituoso, taxativo, extremamente limitado, violento e de direita é óbvio ao bom senso – que o diga sua esposa, mãe recente, acusada, estúpida e veladamente, de responsável, por erro do marido, na escolha de um substituto em sua digníssima tropa de elite (nesse caso, nome de ironia sutil)". + aqui

extra extra

 

Foto: Museu de Arte Moderna (MASP) visto pela Justiça Federal

 

(Ontem foi cerveja na Praça Roosevelt durante à tarde e à noite, horário de verão enfim, saudades de todos, como é bom estar aqui!, Maroca querida, você perdeu El Comandante descrevendo as Satyrianas: “parecia a 25 de Março em véspera de Natal” – adoro essas comparações prosaicas, hahá. Só não foi possível beijar a mão de Don Bactone, falha irreparável de minha parte...)

 

E anota aí o site do Tordesilhas, encontro ibero-americano de poesia que será realizado nos dias 30 de outubro a 4 de novembro em São Paulo, patrocínio da Caixa Cultural, com programação noturna itinerante que inclui atividades no Instituto Cervantes, no teatro Galpão de Folias, no Espaço Parlapatões, sarau na Praça Roosevelt e leitura na Academia Internacional de Cinema:

 

http://www.festivaltordesilhas.net

 

Tigre

A mesma velha partida,

o terror das coisas mortas.

Ali ele se fundiu novamente.

 

A noite escapou pelas duas pupilas reluzentes

e asfixiou com um brilho estranho meus ouvidos.

 

Então o asfalto flameja, o concreto brilha

e se acendem todas as estrelas.

Tigre, tigre

me persegue, me possui

me devasta, me rasga

e rasga,

corro, cambaleio e caio

chorando pelo meio da rua deserta.

 

 

poema originalmente publicado em Rasgada, 2005

aqui para ler em catalão na tradução de Joan Navarro

algo especial, pois a vida é imensa

Hoje tenho algo especial para você: meu fragmento predileto da poesia contemporânea brazuca. É um trecho do De Novo Nada, do Paulo Ferraz. O livro foi indicado como finalista do prêmio Bravo (ah, prêmios!, mas sempre convencem o auditório...) e é um poema longo, muito foda.

 

Abaixo segue o início, em que uma cartomante tenta realizar a leitura da mão - embora penso que hoje em dia, numa cidade com estrelas apagadas pela poluição e luzes, as linhas das ruas entrecruzadas tragam mais destinos e respostas.

 

Após, meu trecho preferido, em que se discute com uma mulher no outdoor – ... que autoridade é essa... para comer minhas cicatrizes... meus silêncios e saudades... animal, Paulo querido. A foto é sobre o trabalho da mais linda, senhorita Alessandra Cestac. Ah, amores.

 

 

SÓ O IMPENSÁVEL É IMPOSSÍVEL

Deixa ler sua sorte. Mal me

dei conta e já tinha a mão da

velha agarrada à minha. Bela

mão, Velha, menos cigana

que mendiga. pele fina,

mas essas linhas O que me

disse em seguida perdeu-se

na poluição; (...)

 

Foto: Wooster Collective

Uma mulher no outdoor nossa

mudez é absoluta, mesmo a

daqueles que pensam ter o

dom da fala, mudez seca

como nem a pedra é seca,

não que lhe falte umidade,

pois, ao contrário da pedra

que se irrigada se quebra,

decompõe-se em terra e cede À

força da semente, A nossa

mudez calada, entretanto

sua estrutura é seu conteúdo

mais verdadeiro. Seu corpo

falso, luzes prisioneiras

do papel, não nos esconde

que é engodo, justo por sermos

mudos, ver coage com mais e-

ficácia. é asfáltica, estéril,

onde nada nasce, imprópria

para o plantio de palavras

— espécie animal que vive

só em bandos —, nossa mudez, a

mudez virótica, é o eco

do primeiro dia, sem forma e

vazia. Que autoridade é essa

de uma mulher no outdoor para

comer minhas cicatrizes,

meus silêncios e saudades,

meus para-depois e nuncas,

para comer o conforto

do meu anonimato, a paz da

minha apatia, a minha amnésia

dos naufrágios e a ferrugem

que havia dado rumo à agulha

de minha bússola? (...)

 

Paulo Ferraz, De Novo Nada

(Sebastião Grifo: 2007)

TORDESILHAS - mais de 50 poetas confirmados!

Tordesilhas - Festival Ibero-americano de Poesia Contemporânea terá participantes do Brasil, América Latina e Península Ibérica

 

O Tordesilhas – Festival Ibero Americano de Poesia Contemporânea acaba de definir sua lista de participantes. São mais de 50 poetas confirmados no evento, entre eles mais de 25 poetas da América Latina e Península Ibérica, com trabalhos representativos e de reconhecido destaque internacional, além de poetas de todo o país. Também participarão acadêmicos, críticos e editores de poesia interessados na temática ibero-americana.

 

Entre os poetas estrangeiros, destacamos Joan Navarro (Espanha), Roberto Echavarren (Uruguai), Coral Bracho (México), Luís Serguilha (Portugal), Lorenzo da Veiga (Cuba/USA), Mário Bojórguez (México) e Víctor Sosa (Uruguai/México), para citar alguns, além de vários poetas jovens ibero-americanos, como os queridos Allan Mills (Guatemala) e Alberto Trejo (México).

 

O Festival será realizado entre os dias 30 de outubro e 4 de novembro no Edifício da Caixa Cultural, na Praça da Sé, em São Paulo, com programação noturna itinerante, que inclui o Instituto Cervantes, o Espaço Parlapatões na Praça Roosevelt, o teatro Galpão de Folias e a Academia Internacional de Cinema.

 

Debates, leituras e lançamentos de livros fazem parte da programação. O objetivo do evento literário é propiciar o mútuo conhecimento da produção de poesia contemporânea desses países, e intensificar as relações culturais do Brasil com países de língua portuguesa e espanhola.

 

O evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Cervantes. A curadoria é dos poetas Cláudio Daniel e Virna Teixeira.

Realização

Projeto Tordesilhas

Amauta Editorial

Instituto Cervantes

 

Apoio

Companhia Os Satyros

Espaço Parlapatões

Galpão de Folias

Academia Internacional de Cinema

 

Produção

Torresan

regresso

Retorno. E a cidade me desce cinzenta pela garganta, como um paciente anestesiado sobre a mesa de operação. Mas passei aqui para dizer que é incrível como os mexicanos conhecem poesia brasileira.

 

Contudo, a melhor amiga da melancolia, Madame Ana C., não é lá tão conhecida (perde para a Nélida Piñon, ai mercado editorial). Então lá vai um batidão da triste senhorita, para saudar as cores ratazanas em que se ergue nosso cotidiano.

 

 

A Ponto de Partir

 

A ponto de

partir, já sei

que nossos olhos

sorriam para sempre

na distância.

Parece pouco?

Chão de sal grosso, e ouro que se racha.

A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância.

Lentes escuríssimas sob os pilotis.

 

Ana Cristina César

 

papel parede do hotel virreyes

cidade do méxico, centrão

 

prepara-te!

Essa semana será agitadíssima em Sao Paulo: Corredor Literário e Satyrianas. Anota 2 dicas:

 

Corredor Literário

Leituras e debate com os poetas Rodrigo Petronio, Mariana Ianelli, Alexandre Barbosa e Dirceu Villa sob a coordenação de Flávia Rocha. Auditório do MASP, terça-feira, 9 de outubro. 19 às 21h.

 

Satyrianas!

 

80 HORAS DE ACTIVIDADES ININTERRUMPIDAS. Teatro, musica, literatura, artes visuales, cine digital y performances en Sao Paulo, Brasil. Entre los dias 11 y 14 de octubre, la Companhia de Teatro Os Satyros, de Sao Paulo, promueve el acontecimiento "Satyrianas, un saludo a la primavera", por el 18 cumpleños de su creacion.

 

No Dramamix serao encenadas diversas pecas curtas. Participo com uma na abertura, na quinta-feira, 11 de outubro, depois da peca do Gerald Thomas (18h), A Breve Interrupção”. O meu texto chama-se "O Amor em Tempos de Câmera" (19h). Depois me conta como foi, rasgo-me por dentro por nao poder estar aí as vezes...

 

Veja a programacao inteira aqui

um curto

A forma curta de poemas nao é tao comum por aqui - o que também é bonito de certa maneira. Contudo, separei um curtinho para vc, do poeta equatoriano Juan José Rodríguez. E se nao te conto mais coisas, é pq a vida me pede outros verbos.

 

Lengua del vencido

 

Un oído que escuche mis palabras

será el vacío.

Pero tu oído no.

Tú escuchas

lo que derrota mis palabras.

ao vivo
Se alguem estiver ai - no blogue http://www.vertigodelosaires.blogspot.com havera transmissao ao vivo da leitura. Em alguns minutitos...
a rosa

A leitura ontem foi muito rica. Para me fazer compreensível, combinamos um dueto: a Rosa Chávez, poeta guatemalteca dona do sorriso mais iluminado do encontro, leu as traducoes de meus poemas em español, feitas pelo Alberto Trejo. Deu bem certo. E nao podia deixar de postar um poema da Rosa para você. Ela trabalha em um coletivo de resgate a culturas maias indígenas: Caja Lúdica (www.cajaludica.org).

 

 

La sangre

ya no es un misterio

se vende, se alquila,

se roba, se devuelve,

se derrama, se bebe,

se orina, se decolora,

ya no vale, no une, no detiene,

no coagula, no sabe a hierro,

se arman circos para absorberla,

la sangre

ya no es un misterio

 

Rosa María Chávez Juárez

Casa Solitária, Guatemala, 2005

Al final de la lluvia

Ontem estive nas leituras. Felicíssima que consegui compreender os poemas. Também ganhei algumas publicacoes interessantes: a Revista Alforja, para qual o querido Alfredo Fréssia colabora, e a La Gaceta (ambas mexicanas), e a Sujetoalmado, publicacao bolivariana-venezuelana.

 

Hoje te escolhi um poema do Leopoldo Lezama, poeta mexicano e criatura engracadíssima - amanha talvez postarei as fotos - um poema que ficou lindo em voz alta.

 

Círculo

 

Al final de la lluvia está la noche,

sal por ella y, cuando llegues,

habrá muchas estrellas que te esperan.

 

Al final de la noche está un camino,

recórrelo en silencio

y no mires los laureles

pues te quedarías dormido.

 

Al final del camino está una puerta,

ábrela y no llores

por lo que ahí veas.

 

Detrás de la porta está tu cama,

acércate quitándote las sábanas,

acuéstate y despierta

Que la lluvia aguarda.

 

Leopoldo Lezama Contreras

In La Gaceta, dezembro de 2006, número 432

as aventuras de um pequeño quati

el quati finalmente chega em seu pequeno trono no centro histórico da cidade do méxico. e é recebido com fiesta pela organización! finge-se de fofo, o esperto animal.

 as pessoas sao lindas e otimas & os teclados com acentos trocados.

+ fotos aqui

quem linka o peixe
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