- muuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!

 

O coletivo VACAMARELA tem o prazer apresentar dois eventos de final de ano: o Sarau da Consciência Negra, a ser realizado na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, e o Lançamento do Casulo - Jornal de Literatura Contemporânea n° 7, na Casa das Rosas.

 

São eventos gratuitos e abertos ao público em geral. Ajuda a divulgar?

Contato: contato.vacamarela[arroba]gmail.com. 

Crédito da Ilustração: Manu Maltez

 

 

SARAU DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Dia 30 de novembro de 2007

Sexta-feira, a partir das 19:30h

Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Rua Henrique Schaumann, 777. Pinheiros (SP)

 

Vídeo "Vaguei os livros e me sujei com a merda toda"

Produzido por Allan da Rosa, Matheus Subverso e Akins Kinte. Edições Toró

 

Professora Rejane Vecchia fala sobre Moçambique

Literatura Africana de Língua Portuguesa (FFLCH-USP)

 

Música Casa da Mãe Joana

 

Leitura e Declamações

Rui Marcarenhas e o seu MEIOHOMEM

Poetas integrante da VACAMARELA

- Palco Aberto ao Público!

 

 

LANÇAMENTO D'O CASULO N° 7

Dia 1° de dezembro de 2007

Sábado, a partir das 19 h

Casa das Rosas, Av. Paulista, 37

 

O Casulo - Jornal de Literatura Contemporânea, periódico literário realizado pelo Coletivo VACAMARELA e patrocinado durante 2007 pelo VAI (Valorização de Iniciativas Culturais - programa de incentivo à projetos culturais da Prefeitura de São Paulo), chega ao 7º número e comemora 2 anos de atividades com mais de 150 escritores publicados.

 

Com o apoio da Prefeitura de São Paulo a publicação passou sua tiragem de 3 mil para 30 mil exemplares, todos com distribuição gratuita em quase 300 pontos da cidade, incluindo 150 escolas de ensino médio, 23 CEU, 88 Bibliotecas e Centros Culturais, entre outros.

 

Confira nesse número:

- Matéria sobre a Biblioteca Comunitária Machado de Assis (Ocupação Prestes Maia)

- Poemas de Alberto Pucheu, Ana Elisa Ribeiro, Lígia Dabul

- Tradução de poemas de Bill Knott por Reuben da Cunha

- Resultado do 1º Concurso Literário "Saia do Casulo": premiação de 20 alunos do Ensino Médio com um kit de livros doados pelas Editoras Azougue, Lucerna, Escrituras e Lumme 

 

Ainda nessa noite será lançada a Antologia VACAMARELA - livro que traz poemas em espanhol, inglês e português de 17 jovens poetas contemporâneos [Ana Rüsche, Ana Paula Ferraz, Andréa Catrópa, Carol Marossi, Donny Correia, Eduardo Lacerda, Elisa Buzzo, Fábio Aristimunho, Gustavo Assano, Ivan Antunes, Júlia Lima, Lilian Aquino, Paulo Moura, Renan Nuernberger, Thiago Ponce, Victor Del Franco e Vinicius Baião].

o que me faz sobreviver

Tinha algo importante para divulgar, falar do Em Mar Aberto, evento que acontece até amanhã no Cervantes, Casa das Rosas e Centro Cultural da Espanha sobre poesia íbero-americana.

 

Ou talvez mesmo comentar sobre a reportagem (adorei) sobre o Portuñol na Ilustrada (enfim não publicam só dicas de culinária...).

 

Mas preferi te escolher 3 fragmentos de certas letras que recebo via e-mail, esse papel de luz, iluminado. E se escondo a autoria dos fragmentos, é pq poetas têm a faculdade de cantar por todos.

 

 

dar cuerpo a lo que antes eran palabras

 

estamos sempre na boca do monstro, mas não podemos nos deixar levar pela perspectiva de uma consciência que se sobreponha a outras, pois muito facilmente estas coisas se viram contra nós em algum momento. é no total desespero, quando desejo vira pesadelo e o real se mostra como deserto do mundo, que nascem a utopia e a superação. no vazio, quando a realidade, o "tudo" que você apontou anteriormente, se mostra uma representação de papelão, as possibilidades são infinitas. nutrir esperanças nem sempre é resignar

 

con criancinhas anunciando el final de la Posmodernidad que es la falta de amor en una ciudad que somos nosotros

 

3 livros resultados do PAC!

Repassando e-mail repassado pelo Ruy Proença: 

“Dia 27/11 está aí; é a próxima terça-feira. Como informei no e-mail anterior, haverá um lançamento tríplice de poesia na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista [quase esquina com a Brigadeiro Luis Antonio]: eu no violão (sou péssimo nisso!) com o livro Visão do Térreo, acompanhado no baixo por Fabio Weintraub, com o seu livro Baque, e nos teclados por Fabiano Calixto, com o seu Sangüínea. Os três livros foram realizados com apoio da Secretaria de Estado da Cultura e saem pela Editora 34. Não custa repetir: ficarei muito feliz se puderem aparecer”. (grifos do peixe)

 

Obs.: o PAC é esse programa da Secretaria de Estado da Cultura de bolsas de criação literária, que também participo com o romance “Acordados” (literamente no prelo, depois te conto).

 

Irei e parece que bem acompanhada por vários queridos. Digo também que Música Possível (2006) do Calixto é um dos livros dessa nova leva que mais me comove.

 

Para vc, encontrei esse poema do Ruy aqui. Gostei demais da imagem.

 

LUGARES

 

há lugares na alma

tão escuros

que até os cegos

podem contar as estrelas

cadentes

 

contar as estrelas

e fazer muitos desejos

tantos quantos cabem na alma

de um cego

 

há praias na alma

tão escuras

que até os videntes

pensam que é céu

 

cada grão de mica encerra

uma estrela que caiu

de modo que o mundo

da alma

parece não ter pé nem cabeça

vixe, quem leu, leu

Putz, que saco! Sem querer apaguei o post de ontem!

 

Enfim, falava da Revista Modo de Usar & Co no Rio, do relançamento de Síncopes na Cidade do México e do vídeo do Nicolás Alberte (Uruguai).

 

Paciência...

osvídeovídeovídeosvíd

 

O Arthuro Sodoma, do Editorial Generación Espontánea, organizou uma leitura nos idos 10 de outubro na Conejo Blanco, livraria muito charmosa lá na Cidade do México.

 

Entonces, agora os vídeos estão no Youtube!

 

 

Sobre a minha leitura do "Tempo de Guerra", com seu refrão que invariavelmente me lembra o Altivo ("Pega meu corpo de boneca inflável" na íntegra aqui): ao meu lado está a poeta mexicana Karen Á. Villeda e a porto-riquenha Karina Claudio – umas graças. A tradução lida (“Toma mi cuerpo de muñeca inflable”) é da argentina Cecília Pavón, publicada na antologia Caos Portátil, Ed. Billar Lucrecia.

 

O detalhe engraçado do poema é que o pegar em espanhol tem a acepção de brigar, como no nosso 'te pego lá fora' – e até lerem essa tradução, era “hum, que mina mais sado!”, hahahá.

 

Dedico a leitura eletrônica aos meus amores que estão no México! E a HH que faz aniversário! (como fui informada, Pinochet nasce nesse mesmo dia, mas HH está vivo e ele não, há! - adorei). E a Jocelyn que festeja o seu!

 

E não percam também os vídeos:

  • Karina Claudio em La punta de la lengua.
  • Arturo Sodoma y su videopoema Ausencia de ti. Esse vídeo ganhou aqui o 2º lugar do prêmio "Poesia ao Vídeo", FLIPORTO - Porto de Galinhas. Intercâmbios, simpre.

 

E que conste que todos links roubei do blogue da Karen, hehe... gracias, querida! E Arthuro, por tudo!

 

sobre a terraplanagem que fizeram no mês passado

 

 

saudades são os coaxares dos sapos

bois no charco ao lado da casa da minha infância

 

quando pequena sempre me embalaram o sono

 

contudo mesmo a imaginação criança tem limites.

(eu dormia bem, nunca achei que iriam se calar

 

 

Querida Maroca,

 

Aqui vamos de gênero epistolar novamente.

 

Antes, para te lembrar de conversar com o Daud e ouvir elogios merecidos, para não dizer que só eu que te puxo as sardinhas. Depois, para dizer que teu novo poema à Julinha é perfeito, perfeito, se não tivesse “remorso” grafado em lugar de “desassosego” - nem todos os poemas podem nascer livres de imperfeições...

 

Contudo, talvez o assunto realmente seja minha ontem à noite, ouvindo a malfadada trilha-do-blade-runner de sempre, hahahá, com dificuldades imensas em escolher o incenso que iria me embalar os sonos. Depois de muito tempo (até citronela experimentei, mosquitada), dei um jeito de me contentar com vetiver, tem lá sua ironia interna o cheiro, diz que acalma.

 

Nesse espírito, reli o livro da Diana de Hollanda, que ganhei esses dias durante o Tordesilhas (chama-se “dois que não o amor”). Uma tristeza difícil desses poemas, porque sei das verdades que carregam. Escolhi um para o peixe, blogue tão festivo ultimamente.

 

Um poema que eu nunca teria escrito. E tampouco você. Pois os melhores presentes são esses, o que nunca conseguiríamos pertencer. Aí vai ele, entonces, sem título.

 

 

aceite trepar na montanha escura

sobre formigas;

beber meu sangue de baixo.

adoeça de ciúme, seja o apartamento.

minhas mãos diminutivas, filhas das suas,

o ciúme putrefeito. me colha. morra

morra comigo.

 

 

ps.: ah, sim, hoje tem lançamento do Tony Monti.  

nova edição do curso!

E aí vamos novamente: nova edição de nosso curso no B_arco! O último, sobre poetas modernos, foi uma experiência muito boa, ao menos para o Dirceu e para mim – e estamos com grandes expectativas para esse. Você vem?

 

Poesia Contemporânea: Um Panorama Internacional

Com Dirceu Villa e Ana Rüsche

 

1° Encontro – Um mundo em pedaços: o pós-guerra

Derek Walcott, Yves Bonnefoy, Pier Paolo Pasolini, Hans Magnus Enzensberger, Juan Rulfo. Comentários sobre: Futurismo, Cesare Pavese, Marcel Duchamp.

 

2° Encontro – A era Verbivocovisual

Joan Brossa, Allen Ginsberg, Seiichi Nikuni, Dub Poetry (Linton Kwesi Johnson), Louis Zukofsky. Comentários sobre: Eugen Gomringer, Edwin Torres, Charles Olson, language poetry

 

3° Encontro – Pós-Modernismo?

Sylvia Plath, Ted Berrigan, Herberto Helder, Jerome Rothenberg, Amiri Baraka. Comentários sobre: Francis Ponge, Thom Yorke, confluência de gêneros artísticos.

 

4° Encontro – Pós-guerras no Brasil

João Cabral de Melo Neto e a geração de 45, Concretismo: Augusto e Haroldo de Campos, Ferreira Gullar e Roberto Piva, Paulo Leminski e Ana Cristina César. Comentários sobre: Leonardo Fróes, Donizete Galvão, Antônio Risério, poesia pop, tendências.

 

  • Inscrições e detalhes: aqui
  • De 24 de novembro a 15 de dezembro de 2007
  • Sábados, das 11h às 15h. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros, (11) 3083-7406 .
o dia da ressaca (ainda um tanto animada)

Pronto! Chega de balada, agora só 2008 – aí vai a foto da “ressaca”, pós-oficina do B_arco, entre caipirinhas, cervejas e costelas no Sujinho (ah, ninguém presta).

 

 

Mario Bellatin (México), Marcelino Freire (representante local), Cristian de Nápoli (Argentina) e Rogério Manjate (Moçambique). O Joca, Maria Alzira, André e outros integrantes da Eloisa Cartonera e do B_arco estão algures na balbúrdia.

final de semana

Bem, o final de semana foi intenso. Preciso contar muitas coisas. Embora o limite de caracteres e a paciência tua sejam curtos. São os tempos, eu sei.

 

A estréia dos Satyros. Platéia tensa, meio dura, com desconfiança para rir, para se entregar. Acho que é coisa de conversa de amor que começa, fazer o quê. Finalmente pude ver o que passa naquele palco. E se vc acompanhou o blogue do Guzik, que nos narrou passo a passo a criação do Pedro Gailo, tenha certeza: vc também estava ali.

 

Fiquei impressionada com o trabalho de corpo e com as atuações – os Satyros apresentam um tipo de movimentação no palco, inclusive na troca de figurinos, é bem interessante ver as maturações de um grupo, como mudam, onde. E sobre a peça em si? Hum, prefiro escrever: assistam, assistam Divinas Palavras. E a gente comenta nas mesinhas ali da praça mesmo.

 

 

Saudades do Tordesilhas: Escreveram suas impressões sobre o encontro os queridos: Luis Carlos Mussó (Equador), Javier Díaz Gil (Espanha) e João Miguel Henriques (Portugal).

 

Saudades del Vértigo de Los Aires (México): y en blog Revólver fue publicada una crónica muy linda sobre el Vértigo de Los Aires y la vida loca en la habitación 624: aqui

 

 

Balada Literária. E ainda sobre teatro, adorei, adorei o Dois Perdidos Numa Noite Suja dos moçambicanos Elliot Alex e Rogério Manjate da Oficina de Teatro Galagalazul. Que montagem maravilhosa! E desmontar o cenário de 120 caixas de papelão, com Marcelino Freire, Mirtes, Jarbas, Fabiana & outros queridos não tem preço.

 

Hoje ouvimos o Luandino Vieira falar. Lá no B_arco. Lotado. O cara é aquilo ali, tudo. Impressionante. E falou sem papas na língua, até sobre não ter aceitado o prêmio Camões (100 mil euros). Ao final, todos saíram extremamente emocionados. Por tantas coisas.

 

“O fio da vida que mostra o que, o como das conversas, mesmo que está podre não parte. Puxando-lhe emendando-lhe, sempre a gente encontra um princípio num sítio qualquer, mesmo que esse princípio é o fim doutro princípio. Os pensamentos na cabeça das pessoas, tem ainda de começar em qualquer parte, qualquer dia, qualquer caso. Só o que precisa é procurar saber”. + aqui

 

Luandino no B_arco lotado

 

tietes [suspiro]

detalhe para a Antologia da Vacamarela sobre a mesa, hehe, terrorismo literário pouco é bobagem

1ª noite de balada literária: no b_arco

(Dizem que quando chove demasiado, como nos últimos dias e madrugadas, alguém chora. Não acredito. Creio que semeiam algo profundo demais que está a esticar raízes por debaixo das calçadas).

 

E ontem foi o primeiro dia de Balada Literária. E promete. Aí vão algumas fotos. Hoje lembro do lançamento do Xico Sá (o flyer está ótimo, hahá) e a esperada estréia de Divinas Palavras dos Satyros. Hum, te conto tudo.

 

Berimba, Camila e Vicente Pietroforte no Espaço B_arco

 

Marcelo Barbão, que estreiou com Acaricia meu Sonho e nossa dinâmica baladeira Maria Alzira

 

Chacal e Antonio (sic)

 

Carola nos conta as novidades editoriais

 

Gabriel nos bastidores (e é sempre tanta coisa)

 

Alan, yo e o baladeiro mór, que dispensa legendinhas

 

espírito de natal e outros tremores malignos

Pronto! Para o deleite do Marcão, o Bank Boston já deu a largada com sua decoração européia, com coros de bonecos mecânicos, e as lojas entoam a estridência do período que se avizinha.

 

Sentiram o tremor de terra? Eu nem reparei. No México teve um que até arriou parte do assoalho de um dos quartos do hotel, mas não senti tb, estava maquiando-me e nem borrei o rímel (ah, observação superdispensável extremamente relevante). Agora fico caçando meio desesperada notícias para ver se está tudo bem no Chile, essas agências de notícias só nos tapeiam...

 

E, Maroca, polêmica por polêmica é o que ocorre nessas paragens bobagentas – debate aqui é mera briga de faca, alguém já disse. Contudo, vamos lá, sobre o que passa en el paso:

 

É interessante verificar que certos recursos 'estilísticos', tão úteis para sobrevivermos à dureza dos tempos, como a ironia e o sarcasmo, por conta de nossa vidinha plana de cidade são quase impossíveis de serem interpretados em certos contextos.

 

A partir dessas considerações, pra quem está sem o que fazer agora antes do feriadão, dê uma lida:

 

Pensei até em escrever algo sobre isso, sobre tipos de narradores, me encantam, mas o Del já mandou ver e assim preferi mesmo é trabalhar no make up dum poemito que está em rascunho. Assim, nem senti o tremor, mas borro as vogais pelos queridos no Chile. Medo das sanhas sanguinárias de Natal.

 

proclamas

Bem, feriadão é Balada Literária. Com lançamentos esperados, particularmente os do Antonio Vicente Pietroforte e do Marcelo Barbão, visitas lindas como a do Cristian de Nápoli, presenças impressionantes como Luandino Vieira e tudo o mais. Tentarei aparecer aqui com fotos.

Pra dar um gostinho warm up, aqui vão os links do Peixe sobre a Balada do ano passado: Sobre a Balada 2006 + Fotos.

y así quiso atravesar la pesadilla (sic)

 

para o gus

 

Enquanto são 14:30h de sábado e um homem branco de 47 anos abandona seu cachorro de 6 anos na Cidade Universitária (minha mãe corre atrás dele para impedir o que não é mais possível), enquanto são 12:40h de domingo e telefono para o Gus, discutimos sobre a categoria tempo e sua supressão para que o tempo da narrativa seja o tempo do leitor, esses escuros que vivemos, e não o tempo da Ana Karenina que basta abrir as páginas que está perpétua a se despedir do trem que invariavelmente parte, enquanto são 18h de sábado e a Julia tenta comprar almofadas, não consegue, estão tão caras, tão caras, enquanto são 18h de sábado e o Del permanece em casa com negatividades pela cabeça, um pouco morto, pobre Del, pobre criatura, enquanto são 17h de domingo  e é hora de levar João Henriques para o aeroporto, para suas europas planejadas, para seu doutorado estruturado, enquanto são 2:44h de sábado e os policiais baixam o sarrafo nos estudantes na reitoria ocupada na pontifícia universidade católica.

 

Exatamente nessa hora, alguns sonhos são rompidos.

 

Os jornais interessaram-se por qualquer outra coisa.

 

 

 

ps.

:não, não, quinta não foi a premiação do nascente. loiras, loiras. será só em março. i will let you know.

  • E gentem, urgetem: Marcelino mandou avisar - a Balada Literária! Os malucos irão trazer o maior escritor vivo de Angola, Luandino Vieira, que será entrevistado pela Profa. Rita Chaves. Não perco por nada! 
  • E amanhã, o Claudio Daniel lança a antologia Ovi-Sungo, Treze Poetas de Angola – e vc vai continuar achando mesmo que literatura brasileira é essa coisica que querem te empurrar goela abaixo?
mais um da série, o amor e...

Agora pouco estava em mão com o boneco do Acordados – fragmentos, o tal ‘romance do PAC’, que será publicado o quanto antes. O miolo ficou lindo, o Victor Del Franco, el diagramador y revisor, mandou muito bem.

 

Entoces, por tudo isso, em paga, aí vai um novo da série “O Amor e a Língua”, aos deuses que o quiserem sacrificar.

 

 

o amor e a tipologia das rimas (também as internas, hum)

 

tua pele instiga um poema claro

mordaz que me pega a boca como banana prata

 

tua pele escava fonemas raros

tenaz que me leva loca por las mañanas mulatas

 

(me desbasta matizes, motrizes, madeixas  como

tua camiseta destinta incerta imersa na água raz)

 

me dedilhas melodias ao longe

me dedilhas melodias por dentro

 

as fotos dos últimos dias

Não, ainda sem tempo de organizar meu álbum no Picasa. Mas algumas das últimas fotos vão aí para matar as lombrigas.

 

(e terminei um poema – falta apenas 1 última rima para fechar, está difícil – adoro, hehe. Se a encontrar, mais tarde te publico).

 

 

Antes de assistir 120 Dias nos Satyros (convidados por Rodolfo, el comandante), Rafael Daud e Gianca Huapaya (Peru), este o mais gracinha disparado do evento - polissexualzinho deixará muitas saudades (e voltará logo, te prometo)

 

Antes de ir sambar, Diana de Hollanda, Victor Sosa (Uruguai - México) e Pablo Araújo - considerando que o Victor Sosa deve ser o mais brasileiro dos três, é isso?

 

Ademir Assunção

 

Cláudio Daniel e Coral Bracho (México)

 

Víctor López (Chile)

 

Gus G. Assano y María Eugenia (Argentina)

 

Victor del Franco, el diagramador

 

Ivan Antunes e a Emanuele da Torresan linda, uma das pessoas mais importantes na organização disso tudo.

 

Horácio Costa autografa livro para Luiz Carlos Mussó (Equador)

 

de novo nada, dois grandes pelos olhinhos míopes de ana r: Alan Mills (Guatemala) y Paulo Ferraz

 

Após um dia repleto de fortes emoções e barriga cheia de moqueca pela Rota do Acarajé, Nícollas un poco aburrido na casa del Caqui

 

... y Julia Quati Lima não tão aburrida assim...

 

saudades

Meu irmão manda notícias da Polônia.

 

“Poucas coisas são tão marcantes, quanto sete brasileiros à bordo de um carro francês, vindos da Alemanha e pedindo informação para uma velhinha tcheca, no interiorzão do país. Ela ouve nossa pergunta em inglês, responde por dez minutos em tcheco e no final abre um largo sorriso! Continuamos perdidos, mas na verdade, qual é a graça de achar o caminho certo de primeira, não é mesmo!?”

 

Continuo sem tempo para organizar fotos do Tordesilhas. Contudo, já me acomete a SPF - Síndrome Pós-Festival... saudade de todos... Mata-se um pouquinho vendo as fotos do Victor del Franco aqui

para a juju

Enquanto ocorrem coisas inenarráveis (mentira, creio que tudo é passível de narração, o que talvez não exista no momento seja forma e narrador) e não encontro tempo para organizar as outras fotos y pensamentos sobre o Tordesilhas, fica com um fragmento de ÁRBOL DE DIANA (1962) da argentina Alejandra Pizarnik, na tradução do Carlos Machado. Recebi da Maiara querida via e-mail.

 

13

explicar com palavras deste mundo

que partiu de mim um barco levando-me

 

 

13

explicar con palabras de este mundo

que partió de mí un barco llevándome

 

gracias a los satyros! nuestros salvadores en la madrugada

Mais fotos. Poemas só quando conseguir dormir ao menos umas 5 horas por dia. Hehe.

 

Contudo, conto que, com a chuva torrencial de ontem à noite, o sarau em praça pública para o lançamento da Antologia Trilíngüe da Vacamarela ficou prejudicado.

 

Às 0h, com poetas de diversas nacionalidades albergados à caipirinha das intempéries no café dos Satyros I, nossos anfitriões Rodolfo e Ivam resolveram tudo (ah, criaturas abençoadas!) e fizemos uma leitura cheia de vida às 1h no teatro dos Satyros II.

 

E todos os poetas agüentaram firmes até o fim, sem que nacionalidade, idade e estado alcoólico interferissem muito. Ah, Praça Roosevelt e seus minúsculos grandes milagres...

 

No Espaço Cultural da Caixa, Antonio Vicente Pietroforte, que mostrou alguns O Retrato do Artista enquanto Foge (capa está fantástica!), Camila, Mirtes y Marcelino, dupla dinâmica e o Rui Mascarenhas

 

Joan Navarro (sabem? o catalão tradutor da Sèrie Alfa?), madrilenho Javier Diaz Gil, yo e Gus Guanixim

 

Cariocas que só se encontram aqui (é isso?!): Pablo Araújo, Thiago Ponce, Leonardo Gandolfi e Vinicius Baião. Detalhe para o Delmo Montenegro no centro, pernambucano contrabandeado, pronunciando ischquechi o izqueiro na eschquina.

 

Leitura com o equatoriano Luis Carlos Mussó, a mineira Camila do Valle, o mexicano Rodrigo Flores e o carioca Leonardo Gandolfi - Virna como apresentadora.

Digo que a Camila leu um dos poemas mais fodas que ouvi nos últimos tempo, de verdade. Irei publicar aqui e explico com detalhes o motivo - aliás, não, provavelmente o texto fala por si só.

 

Julia Lima e o português João Henriques no macumbatour: Ida à festa de Iansã patrocinada por Eduardo Lacerda querido

 

 

Ana Paula Ferraz, Elisa Buzzo e Paulo Moura com a Antologia da Vaca en la mano

 

Platéia da leitura no Satyros II às 1:30h - Lilian Aquino lê acompanhada da argentina Anahí Mallol

 

Nosso querido Alfredo Fréssia acompanha o Donny Correia na leitura

 

Os mais lindos: Gus Guanixim é acompanhado pelo polissexual peruano Giancarlo Huapaya. Detalhe para Andréa Catropa ao fundo, novamente flagrada pelas câmeras e seu pequeno embalado em sueños.

a cobertura no peixe prossegue...