[em comemoração, o gus voltou da argentina]

 

 

, porque eu mesma já fui essa mancha, la más negra de la página, una que jamás volverás a leer, ni siquiera ahí donde duermen mis otras mentiras. y sem conseguir respirar pelos horrores que tocam minha pele, em que a morte resignada aos trilhos de metrô é o plano para a segunda-feira, vc veio.

 

Exatamente por dentro do puro inferno, um rosto funde-se dos subterrâneos da própria escuridão, primeiro uns olhinhos simpáticos, após mãos imensas e tão fracas (pois a mão forte é a que esmaga, e naquele momento o que precisávamos era aprendermos a perder). Com a tranqüilidade dos habituados a limpar esgotos de pesadelos, vc me toca. E alcança todas as notas desse corpo torturado. E vc me inscreve outros tons na pele, escreve as criancinhas que anunciarão com suas cantigas o final da pós-modernidade, que nada mais é do que a falta de amor em uma cidade que somos nós próprios, e vc me pede para não escutar esses ventos especulatórios que carregam as más tempestades inflacionárias que quebram bolsas sem valor, e me pede para escutar melhor os jaguares que cantam nos céus, que amanhecem todos os dias a história que inventamos e não nos damos conta, me pede que escute os que cantam na fímbria de horizontes que ainda existem – isso não é uma rua de mão-única, isso não é um beco, veja ali o horizonte, e me diz como essa sua voz que é de poeta e que não se cala por que não existe, por que a voz de um poeta é a própria ficção e isso nunca irão conseguir controlar. Me abraça e diz, mais alto que as sirenes que já se aproximam:

 

– Venha, amor. Isso aqui não é um lugar para se ficar a sós.

 

 

quadrilhinhas

Maroca planeja um romance, roubo desavergonhadamente um trecho para vc outro dia. Pierre tira fotos, não as roubo, mas conto os caminhos e pedras. Maiara ouve uns franceses que daqui a pouco também saberei qual o gostinho. E ana r excepcionalmente centrada escrevendo seu mestrado, tec, tec.

 

E nas sintonias dessa vida internética: quem foi à palestra do Alan Mills na Casa das Rosas (fotos abaixo) e ouviu falar tanto do Héctor Hernández Montecinos (Chile) quanto o Enrique Verástegui (Peru), pode ver fotos destes no blogue Ache Ache com poses, hehe.

 

E quem não foi e quer saber, pode ler o que o Desconcertos disse dessa noite feliz aqui.

 

Monumentos Mínimos

 

 

Esse vídeo abaixo de Ricardo Sêco e Néle Azevedo, baseado no trabalho desta última artista plástica linda, ganhou o 2º lugar no 15º Festival de Vídeo de Teresina, categoria experimental. Trata-se de documentar o “Monumento Mínimo”, intervenção da Néle Azevedo, que coloca pequenas esculturas de gelo em lugares públicos situados em corações de metrópoles pelo mundo, formas humanas que se derretem aos olhos do público de passantes.

 

Adoro esse trabalho com os bonequinhos que derretem da Néle. Bom poder existir o vídeo, uma permanência, alivia um pouco a dor no coração de ver cada um ali dos sujeitinhos se esvaindo, dá para assistir de novo... – ou seria crueldade assistir várias vezes?

 

amanhã, quinta, 2 eventos

Sim, acho ótimo que a cidade tenha finalmente uma agenda tão intensa sobre poesia!, recebe 2 eventos às vésperas de seu aniversário... aí vão:

 

Debate: Escrituras Nômades na América Latina

Casa das Rosas, dia 24.01.08 (quinta), 20h

por Alan Mills 

 

Uma provocação às "identidades nacionais fixas", em função de propor outra maneira de ler diversas escrituras que são referências, nas quais permanece deslocado tanto o critério de território geográfico, assim como determinados limites léxicos, idiomáticos ou identitários. 

 

Será feito um exame da obra de vários autores latino-americanos, em cuja dicção permanece problematizada a idéia de "língua nacional" ou "língua oficial", além disso, serão avaliados excertos de literatura, onde o gênero literário é uma categoria mutante e nômade.

 

Com relação aos autores a serem comentados, parte-se desde o prêmio Nobel Miguel Ángel Astúrias (Guatemala, 1899–1974) e caminha-se até autores contemporâneos. Citando alguns, o movimento concretista brasileiro, Raúl Zurita (Chile, 1951- ), Enrique Verástegui (Peru, 1950- ), Wilson Bueno (Brasil, 1949- ) e Héctor Hernández Montecinos (Chile, 1979- ).

 

Alan Mills é poeta da Guatemala, com vários livros publicados e assíduo freqüentador de festivais latino-americanos de poesia. Seu último livro, Síncopes (2007), já foi editado no Peru, México e Bolívia. Logo-logo estará aqui, em edição bilíngüe, pelo Selo Demônio Negro, claro!

 

 

Poesia ao Rés da Rua

Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 24.01.08 (quinta), 19h

 

Após a oficina ministrada durante a semana por Donizete Galvão, haverá na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, recital com poemas de André Luiz Pinto, Fábio Weintraub, Paulo Ferraz, Ruy Proença, Sérgio Alcides e Tarso de Melo.

 

sociais

 

Mônica Bergamo

São Paulo, segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

 

Foto: Leo Caobelli/Folha Imagem

 

"ELAS NÃO DORMEM Em 2006, a artista plástica Alessandra Cestac (na foto, à esq.) ligou para a advogada Ana Rüsche: estava na delegacia do centro de SP, prestando depoimento por ter colado lambe-lambes com fotos suas nua pela cidade; Ana, que, então, publicava seus primeiros livros, gostou do projeto e convidou Alessandra para fazer a capa de seu novo trabalho, "Acordados", à venda no Sebo do Bac e na Rato de Livraria"

 

* * *

E a foto abaixo é só para vc não nos levar demasiado a sério... (aliás, dizem que essa é exatamente a técnica). Leo, vc é mesmo muito bom fotógrafo!

Pronto, pronto.

Foi tudo de bom! Energia boa, amigos, pessoas que não via faz tempo. Festão. Abaixo vão algumas fotos, depois organizo um álbum direitinho.

 

Queria agradecer especialmente algumas pessoas por essa última etapa. Os 60 contrabandistas. A Aninha Paula e o Juliano com suas presenças de palco. O Laerte, a Gisa e todo o elenco dos Satyros – sobre o Teatro de Livro só se ouviram elogios! A Melissa e o Caqui que ajudaram muito no balcão de vendas. A Lelê por milhões e milhões de motivos. Mr. Vanderley, o senhor editor, assim como o Barbão e a Stella da Amauta. Dos que não puderam estar presentes, a Julia Quati, que ajudou em todo o processo gráfico, assim como o Alan, sem cujas conversas nunca chegaria à idéia da Distribuição por Contrabando sozinha.

 

Aliás, sozinho ninguém faz nada. Delícia conhecer vcs, amores todos.

Lançamento: dia 19.01, na Feira Moderna (sábado)

Caqui descarrega o carro. Chuva, chuva, chuva, faz uns 3 dias. Moramos no Vietnã?

 

Lelê ela-mesma e Lelê capa-de-livro (ou será o contrário?)

 

Daud saluda a platéria e o Leo esconde-se da foto. Há que se preservar o narrador.

 

Virna linda para 2008 e eu

 

Caqui e eu para foto-orkut com bandeira e tudo atrás, hahahá. 

Lançamento: dia 18.01, nos Satyros II (sexta)

 

Banquinha: livros vendidos a R$ 5,00, conforme anunciado, assim como lambes e posters do Nua Na Rua. Foto: Umberto Alitto

 

Própria autora abre a lojinha e já cobra os R$ 5,00.

Na foto, com figura característica do lugar, Marcelo Mirisola, cuja Joana entrou no Acordados.

 

Com o chefão, Bactéria Boss. Ao fundo, a linda Melissa nos dá a maior força.  Foto: Carol Marossi

 

 

Na função.  Foto: Umberto Alitto

 

 Família Cestac presente.

 

Apresentação de Ana Paula Ferraz e Juliano Pessanha. Detalhe para o merchan da Coca-Cola sobre a mesa.

 

A atriz Renata que arrasou no Teatro de Livro. Foto: Umberto Alitto

 

Ravi perguntando, com a inocência característica da idade, se podia jogar joguinhos eletrônicos durante a leitura.

 

Nenê e Maranhão que entregarão ao Advogado do romance um exemplar autografado. Quem disse que a gente só vive de ficção?

 

Um outro advogado, Picchi lindo, com seu livrito.

 

Presenças ilustres: Dani salseira, Rafael Daud e Paulo Ferraz. Foto: Carol Marossi

 

Cris e a Aninha gatinhas. Foto: Carol Marossi

 

Saídos da Roosevelt e emendados na noite de autógrafos de Literatura Sadomasoquista no Tatuapé: pós-tudo às 3:30h na casa do Caqui com a pizza 3662-3662 na mão. Na foto, o proprietário, Aninha, Jozz, Ivanito e yo.

 

é hoje III

E dá para ler um trechinho aqui nessa matéria do Portal Literal.

 

 

 

No mais, a cereja que coroa o dia é a emendada com a Noite de Literatura Sadomasoquista com Glauco Mattoso e Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, a partir das 23h, no Clube Dominna.

 

O Glauco autografa Faca Cega e Aranha Punk, seus mais recentes livros de poesia, e o Antonio Vicente, Amsterdã SM e O Retrato do Artista enquanto Foge. O Clube Dominna fica na Rua Euclides Pacheco 986, Tatuapé.

 

Também sei que quem quiser ficar na Roosevelt haverá comemoração de aniversário do Laerte Késsimos e das indicações do Prêmio Shell: a talentosíssima Nora Toledo (melhor atriz) e Marcos Vinícus (figurino). Que lindo!

 

Festa pouca é bobagem. Pra quem não for, amanhã conto.

é hoje II

 

Mônica Bergamo

São Paulo, sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

 

CURTO-CIRCUITO

 

O LIVRO "ACORDADOS", de Ana Rüsche, tem lançamento hoje, a partir das 20h, no Espaço dos Satyros, na praça Roosevelt.

é hoje I

Fonte: Caderno 2

Sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O ESTADO DE S. PAULO

 

Primeiro romance de Ana Rüsche é “distribuído por contrabando” 

Sessenta colaboradores empenham-se em oferecer, de graça, 600 exemplares de Acordados, obra maturada por sete anos

 

Livia Deodato

 

A São Paulo da jovem escritora Ana Rüsche não só virou personagem em seu primeiro romance, como é palco de uma ação tão inusitada quanto democrática. Seiscentos exemplares de Acordados - Fragmentos foram distribuídos para 60 colaboradores gratuitamente. Cada um deles presenteou dez leitores que normalmente não têm acesso à literatura. “Em outubro, estive no Encontro de Poetas Latino-Americanos no México e tive contato com vários tipos de discursos, como o de que a literatura vai além do livro - a tarefa do escritor não acaba quando ele escreve a última página”, diz a autora de 28 anos.

 

Com o patrocínio do Programa de Ação Cultural (PAC) e uma bela edição, quase artesanal, realizada pelo Selo Demônio Negro, cuja tiragem inicial foi de 2 mil exemplares, Ana conseguiu colocar em prática o que antes parecia ser uma idéia até bastante utópica. “Sai muito caro publicar um livro e comercializá-lo no Brasil, vivemos numa crise. Em qualquer país da América Latina dá para comprar um bom livro por R$ 10, o que não acontece por aqui. Acordados, que teve uma edição de qualidade, ainda que muito econômica, custou R$ 10 mil”', diz. A autora, formada em Direito na USP, reitera a importância do próprio autor pensar na distribuição de sua obra. “As livrarias no Brasil são muito ‘Blockbuster’, só mostram os jabás que as maiores editoras estão comercializando.”

 

Acordados, que será vendido por R$ 20, terá um preço promocional excepcionalmente hoje, para quem for confraternizar junto aos “contrabandistas”, leitores e atores da Cia. Os Satyros, que vão realizar uma leitura dramática de um trecho da obra que muito tem de poesia. Ele será vendido a R$ 5, preço de custo.

 

Com prefácio de Alberto Guzik, o romance, cheio de referências a autores contemporâneos, como Mia Couto, apresenta pessoas relativamente comuns, sem qualquer genialidade, que têm suas histórias entrelaçadas por uma reunião de negócios a fim de discutir o entulho restante da implosão de um presídio. “Acordados faz referência a quem não dorme e aos que estão de acordo. Há um conceito de tragédia no livro: eles sabem que aquilo tudo vai dar errado, mas continuam. São inexoráveis diante daquele destino.”

 

Serviço

Acordados - Fragmentos. De Ana Rüsche. Selo Demônio Negro. 187 págs. R$ 20 (hoje, R$ 5). Espaço Satyros. Praça Roosevelt, 124. Hoje, 20 horas

navegando por aí, encontrei coisas

então hoje, fiquemos com os outros:

 

a postagem da angélica sobre o que é ter um blogue ou algo assim (hehe, dei risada), a do ademir (aliás, melhor definição sobre a funarte que rolou nessa net) e a do rafael daud, contando como imitar um porteño caminhando (e muito mais, claro, isso é só para fazer uma chamadinha marketeira pro texto ;).

 

e uma ilustração do jozz. parece a lelê-borboleta!

 

contagem regressiva: nos ares

Ontem conversei com a Simone Magno do Tempo de Letras, Rádio CBN, sobre o Acordados. É possível ouvir aqui a reportagem (inclusive meu incrível sotaque de paulista, hahahá).

 

E agora mesmo falei com a Rádio MEC AM 800 khz, Rio de Janeiro, Programa Arte Revista com Jota Carlos. Irá ao ar amanhã, entre 18h e 19h. Para ouvir, clica aqui.

contagem regressiva: pq n'Os Satyros?

Conheci o Ivam e o Rodolfo num final de maio de 2005, quando estava com a Tânia Pan batendo de porta em porta, procurando um anfiteatro no centrão para organizar a primeira FLAP!... Depois de levar foras de vários lugares que se diziam descolados, essas duas criaturas incríveis (que me surpreendem a cada dia) não só toparam ceder o teatro, como se empolgaram e botaram a mão na massa para a coisa dar certo. E foi lindo. Ah, gente generosa assim é tão raro...

 

Desde então, eles entraram na minha vida pela porta da frente, aquela do coração, por milhares de motivos que ficaria exaustivo elencar. Por isso não foi possível os deixar fora no Acordados (e principalmente o “universo Dea Loher”, como diria o GG), assim como tanta gente querida que entrou nas entrelinhas e em linhas inteiras.

 

Desde o prefácio – ah, sou tão feliz pelo texto do Guzik!, até no próprio texto há referências à Vida Na Praça Roosevelt, como a história do menino que adorava chupar laranjas e a voz da Bingo (na pele da Nora), assim referências à Absoluta (da Cléo em Inocência). E outras coisas pequeninas, como a comida à base de leite-de-côco que um dia prometi para a Tati...

 

Por isso tudo, mais do que maravilhoso e feliz lançar o livro lá com eles! O projeto Teatro Livro já acompanhou outros escritores, como a Veronica Stigger e seu Gran Cabaret Demenzial. Enfim, espero vc lá.

 

                                Os Satyros em A Vida na Praça Roosevelt 

 

Acordados – fragmentos

www.acordados.wordpress.com

Lançamentos: Dia 18.01.08 (sexta) no Espaço dos Satyros, Praça Roosevelt, 20h. Apresentação de Juliano Pessanha e Teatro Livro com Os Satyros. Dia 19.01.08 (sábado) na Feira Moderna, a partir das 14h.

Encomendas & Vendas: Rato de Livraria e Sebo do Bac (ambos para todo o Brasil!)

casa das feras

[EM TEMPO] Na sexta-feira, depois do lançamento do Acordados, haverá noite de Literatura Sadomasoquista com Glauco Mattoso e Antonio Vicente Pietroforte no Clube Dominna: o Glauco autografa Faca Cega e Aranha Punk, seus mais recentes livros de poesia, e o Vicente, Amsterdã SM e O Retrato do Artista enquanto Foge. Vamos? 

Clube Dominna, Rua Euclides Pacheco 986, Tatuapé. A partir das 23h

 

Interrompo a contagem regressiva pra transcrever um trechinho do livro da Márcia Bechara, Casa das Feras, a escrita diz por si só:

 

"Tanto era que, toda vez que recebia um novo amante em sua cama, Juliana só se sentia nua realmente quando tirava os óculos. Era assim: no meio de pontos difusos da alma, e de sombras projetadas no armário do quarto de dormir, nenhuma delas identificável, Juliana sentia primeiro um sobrevôo de pássaros mitológicos sobre a cabeça e o corpo. Multicores, danados, eles não tocavam Juliana, apenas faziam cócegas".

[e vc tb pode ler o início aqui no Portal Literal]

 

(no blogue dela, há chamadinha para ensaios de teatro não é mercadoria#1, nos fundos do teatro fábrica, hum-hum, fiquei com vontade)

contagem regressiva: os 60 Contrabandistas!

Aê!, hoje conto pra vc sobre a Distribuição por Contrabando.

A tiragem alta de 2.000 exemplares e o incentivo do PAC (Programa da Secretaria de Cultura do Governo do Estado) permitiram estruturar uma rede capilar para a distribuição inicial do Acordados, de forma afetiva, de mão a mão. Selecionados 60 colaboradores do projeto - dentre leitores, escritores, educadores - cada um recebeu gratuitamente 10 exemplares do livro. E comprometeram-se a:

 

  • Não desperdiçar os livros e não os vender
  • Entregar esses 10 exemplares para leitores, aos quais nunca chegariam esses livros, seja pela falta de divulgação da literatura na grande mídia, seja pelo preço absurdo do livro no Brasil, seja pelas livrarias blockbusters, seja por todo o sistema das oligarquias editoriais.

(http://acordados.wordpress.com/distribuicao-por-contrabando).

 

Assim, com a época de festas do final do ano de 2007, por meio dessa rede capilar de afetos o livro chegou às mãos de pessoas que nunca normalmente alcancaria. E coloca os queridos colaboradores num papel ativo e integrarão a própria história da publicação.

 

Total: participaram 60 contrabandistas, ou seja 600 livros distribuídos dessa maneira, + 200 às bibliotecas públicas (viabilizado pela Secretaria) = 800 exemplares contrabandeados.

 

QUADRILHA: Assim, a Polly espalhou o Acordados no ABC, a Lelê presenteou a irmã dela (esta hermana argentina que me contou o que achou do livro), o Ivan levou para Interlagos e o Berimba disse que ia entregar para duas vizinhas, o Dirceu para seu aluno Marcos, a Cris deu para sua amiga Serena, esta que eu não conhecia e conversamos ali na Roosevelt sábado, a Márcia os levou para Vitória, o Edu usou como companhia aos Casulos, o Alex planejou distribuir entre sua turma na Justiça Federal, o Marco e a Cláudia lindos me mandaram fotos de quem recebeu o livro (abaixo!), a Tânia deixou entre os amigos secretos de final de ano, entre tantos outros planos realizados. + fotos aqui

 

 

É importante lembrar que essa estratégia não resolve em nada o grande problema da distribuição de livros neste país ou mesmo o caráter perverso da literatura enquanto pura mercadoria. Contudo, coloca uma questão e por hora, nesse final de ano, isso já é relevante.

 

O lançamento oficial do livro será dia 18 de janeiro de 2008, em São Paulo, quando será cobrado o preço de venda de R$ 5,00 (cinco reais – assim como no dia 19.01.08, na Feira Moderna, 14h) - quantia escolhida para prosseguir com o debate sobre a questão.

 

Acordados – fragmentos

www.acordados.wordpress.com

Lançamentos: Dia 18.01.08 (sexta) no Espaço dos Satyros, Praça Roosevelt, 20h. Apresentação de Juliano Pessanha e Teatro Livro com Os Satyros. Dia 19.01.08 (sábado) na Feira Moderna, a partir das 14h.

Encomendas & Vendas: Rato de Livraria e Sebo do Bac (ambos para todo o Brasil!)

 

HH tem um blogue!

Hoje o post do dia seria dedicado à Distribuição por Contrabando, falar dos 60 contrabandistas e como foi lindo tudo isso e tal. Contudo, como adoro contrariar os próprios planos, te conto:

 

Uma notícia que me encheu de alegria: agora o Héctor Hernández Montecinos inaugurou um blogue! Título?, com o codinome dessa criatura fantástica: HH, ACHEACHE. Como demorei a perceber, à letra H em español se diz “ache”, eh, loira!, hahahá, embora ache-ache, do português “achar”, “encontrar”, tem lá seu charme...

 

É poeta chileno, nascido em 79. O Héctor é do tipo poeta de verdade. Como uma criatura que adoro observou, não se prende às tentações de comportar-se como “jardinero” ou “cajero de bar”. No poema LOS ESTÚPIDOS DE SIEMPRE AHORA SON AMIGOS é bem visível isso, pois consegue dar complexidade ao aparente discurso da auto-comiseração, ao passo que discute a própria concepção de poesia. Com toda ironia que esse tipo de gente fina tem direito, claro.

 

O Héctor virá para o Brasil logo-logo e terá seu Coma publicado em português pelo Selo Demônio Negro. Um vídeo de HH para vc:

 

 

curso na casa das rosas

Hummm, algo me diz que essas 30 vagas serão insuficientes... Achei tão legal essa idéia...

 

: GERAÇÃO POESIA

Este curso, com a duração de 15 encontros, fará um passeio pelas décadas de 60, 70, 80, 90 e 00, com o intuito de entender o que se tem produzido nas mais recentes vanguardas da poesia a partir do legado deixado pelas gerações anteriores. A Casa das Rosas convidou 5 especialistas para falar sobre a poesia produzida em cada década e mais 5 autores representantes das gerações para conduzir um bate-papo com os alunos:

 

De 22 a 25.01: Geração 60

     Por Roberto Biceli. Autor convidado: Roberto Piva

De 29.01 a 1.02: Geração 70

     Por Andréa Catropa. Autor convidado: Glauco Matoso

De 12 a 15.02: Geração 80

     Por Andréa Catropa. Autor convidado: a confirmar

De 19 a 22.02: Geração 90

     Por Cláudio Daniel. Autor convidado: Ricardo Aleixo

De 26 a 29.02: Geração 00

     Por Paulo Ferraz. Autor convidado: Ana Rüsche

ainda da série formação do mundo em 2 linhas

Uma de minhas maiores diversões na net é visitar blogues. Uns 60 por dia, por isso a gente tem sempre fofoca pra contar, adoro. Claro que desses 60, normalmente apenas uns 12 são atualizados, não é tanto assim. E conheço a maioria das pessoas fora da net, ingrediente essencial para que isso ocorra sem imbecilidades.

 

Hoje fiz um girinho, desses que faz tempo que não faço, e roubei o poema do Angu de Novo, um blogue nascido esses dias. Gustavo, espero que vc goste, bem-vindo.

 

Quase

 

Deus fez a gangorra baixar pra desistir.

O mundo caiu do seu bolso. Se equilibraram.

 

contagem regressiva: o trailer

 

Esse é o trailer sobre “Acordados”.

 

O vídeo foi produzido pelo poeta Rafael Rocha Daud, com os depoimentos do querido ator dos Satyros e crítico de teatro Alberto Guzik, dos poetas Ana Paula Ferraz, Gustavo Assano, Julia Lima e Ricardo Silveira, filósofo e escritor Juliano Pessanha, a editora Mariângela Vieira e artista plástica Néle Azevedo. A trilha sonora foi composta pelo Francisco Rocha Daud.

 

A idéia do trailer foi registrar conversas com pessoas que participaram em alguma etapa do projeto que envolve o Acordados. Evidentemente que não se trata daqueles trailers de filmes de ação em que já se antecipa todo o enredo do filme, hehe. Aliás, exatamente o contrário, é isso, Daud?

 

Sobre quem deu depoimentos, o próprio Rafael e o Gustavo foram alguns dos primeiros leitores de versões antigas da publicação. O Alberto Guzik fez a linda “Apresentação Disfarçada de Prefácio”. A Ana Paula e a Júlia acompanharam toda a etapa de edição do livro, como conceito da capa, arte gráfica e tudo.

 

A Mariângela, Néle e o Ricardo participaram da Distribuição por Contrabando e, por fim, e não menos importante, o Juliano é responsável por fazer a apresentação do livro no dia 18 de janeiro de 2007, no Espaço dos Satyros.

Acordados – fragmentos

www.acordados.wordpress.com

Lançamentos: Dia 18.01.08 (sexta) no Espaço dos Satyros, Praça Roosevelt, 20h. Apresentação de Juliano Pessanha e Teatro Livro com Os Satyros. Dia 19.01.08 (sábado) na Feira Moderna, a partir das 14h.

contagem regressiva

"Ninguém comemora. Alegria sente-se um pouco adoentada. Hoje não estava boa. Provavelmente a expectativa da reunião durante a tarde toda é que a desanimara. Seu tempo se esgotara, nenhum número podia resgatá-la dos pensamentos relampejados sobre engolir seguidamente os 500 comprimidos que mantinha em segredo no armarinho do banheiro, para um dia, quem sabe? Mas agora tinha que estar em reunião dentro de trinta e seis minutos. Alegria despede-se pela porta da frente".

 

Acordados – fragmentos

www.acordados.wordpress.com

Lançamento:

Dia 18.01.08 (sexta) no Espaço dos Satyros, Praça Roosevelt, 20h.

Apresentação de Juliano Pessanha e Teatro Livro com Os Satyros.

Dia 19.01.08 (sábado) na Feira Moderna, a partir das 14h.

 

[EM TEMPO: Para quem tem aí um tempinho esses dias: No B_arco haverá oficina de criação literária com o mexicano Mario Bellatin em colaboração com Maria Alzira Brum Lemos – de 18 a 22 de janeiro].

especial 100 férias no peixe

Serviço de Utilidade Pública 

  • Para quem estreou (de alguma forma) nos anos 00. Integrantes da geração zerada que quiserem, um convite: O Paulo Ferraz, poeta que vive em São Paulo, está preparando um curso sobre poetas que estrearam depois de 2000. 

Apesar do Paulo ser cuidadoso, ele não é onisciente, coisas de narradores após o realismo-naturalismo. Assim, ele gostaria de solicitar para quem foi publicado em plaquete, livro ou organizou jornais e fanzines ou ainda editou blogues, portais, etc, que entrasse em contato com ele (basta mandar um comentário no blogue): http://denovonada.zip.net. 

  • Para quem tem livro na gaveta: as inscrições para o Prêmio Governo de Minas de Literatura estão abertas até dia 29 de fevereiro (inclusive para não-mineiros). + aqui 
  • Petrobrás para quem adora preencher formulários (citando Marcelo Montenegro no ano passado “parece que é de propósito”): O PPC 2007/2008 é uma edição de transição, com algumas mudanças em processos e instâncias de seleção de projetos, que serão detalhadas quando da abertura das inscrições para as seleções públicas, em março de 2008. Uma dessas modificações será a exigência do número do PRONAC (protocolo de inscrição na Lei Federal de Cultura/MinC) já no momento da inscrição dos projetos do PPC. Terá categoria de criação literária. + aqui

(e querem saber um pau? O projeto protocolizado no MinC terá que ser em nome da editora ou do autor? Tchanãn!, vai ser maior caos quando esse edital abrir para valer, se a Petrobrás não explicar direitinho antes o que ela quer da vida).

  • E para quem gosta de teatro: Abertas as inscrições do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, projeto voltado para a descoberta e o desenvolvimento de novos dramaturgos. A proposta inclui a participação de centros de dramaturgia britânicos que estabelecerão um intercâmbio de suas experiências e metodologias com o projeto brasileiro. Só serão aceitos textos de pessoas com mais de 16 anos e que nunca tiveram um texto publicado ou encenado profissionalmente. O recebimento dos textos de novos autores para avaliação começa em 2 de janeiro de 2008. + aqui
reveilão! - aê, chegooou!

quem linka o peixe
Number of online users in last 3 minutes
timeshare for sale